PM encontra mais de 6 mil caixas de canetas emagrecedoras e anabolizantes contrabandeados em casa no Sacomã

Ação começou após denúncia anônima de suposto cárcere privado, que não se confirmou; materiais sem registro da Anvisa teriam vindo do Paraguai e foram apreendidos

28/04/2026 às 07:15 por Redação Plox

Uma denúncia de suposto cárcere privado terminou com a apreensão de mais de 6 mil caixas de canetas emagrecedoras e anabolizantes contrabandeados do Paraguai, escondidos em uma casa no Sacomã, na Zona Sul de São Paulo.

A ocorrência foi registrada na noite de segunda-feira (27), em um imóvel na Rua Maestro João Seppi. A Polícia Militar foi acionada após uma denúncia anônima informar que um homem armado mantinha uma mulher refém no local.

Canetas emagracedoras, nas caixas brancas, e anazolizantes, nas embalagens pretas, foram apreendidos pela PM na residência onde casal mora em São Paulo.

Canetas emagracedoras, nas caixas brancas, e anazolizantes, nas embalagens pretas, foram apreendidos pela PM na residência onde casal mora em São Paulo.

Foto: Reprodução/TV Globo


Denúncia não se confirmou, mas levou a estoque de medicamentos

Ao chegarem ao endereço, os policiais constataram que a informação não procedia. No local, encontraram um homem e uma mulher, que negaram qualquer tipo de ameaça.

Durante as diligências na residência, no entanto, os agentes localizaram um estoque de remédios para emagrecer e hormônios para ganho de massa muscular, vindos do Paraguai e sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Como a comercialização desses medicamentos não é regulamentada no país, o material foi apreendido pela PM e encaminhado ao 26º Distrito Policial (DP), no Sacomã.

Moradores foram ouvidos e liberados; caso segue sob investigação

Os dois moradores do imóvel foram levados à delegacia, ouvidos e liberados. Eles afirmaram que os produtos não pertenciam ao casal e que a casa era usada apenas como depósito de outra pessoa, sem informar quem seria o responsável pela mercadoria ou o destino dos itens.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), ambos são investigados. A perícia foi acionada, e a ocorrência foi registrada como falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais no 26º DP.

A polícia apura a participação de outras pessoas no esquema de venda ilegal de medicamentos.

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