Família de Alexandre de Moraes processa senador Alessandro Vieira por fala que os ligaria ao PCC

Ação por danos morais pede R$ 20 mil para cada autor e cita entrevista em que o parlamentar mencionou supostos indícios de circulação de recursos com familiares de ministros

28/04/2026 às 17:22 por Redação Plox

A família do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), entrou na Justiça com uma ação por danos morais contra o senador Alessandro Vieira. Os autores afirmam que o parlamentar, ex-relator da CPI do Crime Organizado, excedeu o exercício do direito de livre manifestação ao, segundo a ação, associá-los ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Alexandre de Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci

Alexandre de Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci

Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE



Ação pede indenização e classifica declarações como “abusivas”

O processo foi assinado pelo escritório Barci de Moraes. No documento, as declarações atribuídas a Vieira são descritas como “fraudulentas, absolutamente inadmissíveis e abusivas”, e a ação sustenta que o objetivo teria sido “ferir” a honra dos ofendidos. A família pede indenização de R$ 20 mil para cada um dos autores.

Entrevista ao SBT News está no centro do processo

A peça judicial tem como base uma fala de Vieira feita em 15 de março, durante entrevista ao SBT News. Na ocasião, ele afirmou que o Banco Master seria uma “lavanderia” de recursos do PCC.

– Já é muito evidente que você tenha ali uma aparente lavanderia, o uso de vários fundos em cadeia para que se faça uma lavagem de dinheiro de diversas origens. Você tem apurações em andamento que apontam a chegada de recursos do PCC, uma organização criminosa violenta, você tem indicativos do pagamento de autoridades de diversos poderes – declarou.

Alessandro Vieira

Na sequência da entrevista, o senador disse ter indícios da “circulação de recursos entre esse grupo criminoso e familiares dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes”. A família Moraes sustenta que, ao usar a expressão “grupo criminoso”, Vieira estava se referindo ao PCC. Já o parlamentar afirma que a menção era ao Banco Master.

Senador nega associação ao PCC e chama ação de “intimidação”

Em contato com o blog de Caio Junqueira, da CNN Brasil, Vieira negou ter dito o que lhe é atribuído e afirmou que sua fala está registrada. Segundo ele, a referência a “grupo criminoso” não era ao PCC, mas ao Banco Master, e citou o recebimento de cerca de R$ 80 milhões.

O senador também classificou o processo como uma tentativa de “intimidação”, mas disse que não pretende “frear seu trabalho”.

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