PF deflagra operação nacional contra abuso sexual infantil e cumpre 159 mandados
Ação ocorre nesta terça (28) em todos os estados e no DF, com 16 mandados de prisão e foco em identificar e prender suspeitos de crimes contra crianças e adolescentes.
A família do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), entrou na Justiça com uma ação por danos morais contra o senador Alessandro Vieira. Os autores afirmam que o parlamentar, ex-relator da CPI do Crime Organizado, excedeu o exercício do direito de livre manifestação ao, segundo a ação, associá-los ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Alexandre de Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci
Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE
O processo foi assinado pelo escritório Barci de Moraes. No documento, as declarações atribuídas a Vieira são descritas como “fraudulentas, absolutamente inadmissíveis e abusivas”, e a ação sustenta que o objetivo teria sido “ferir” a honra dos ofendidos. A família pede indenização de R$ 20 mil para cada um dos autores.
A peça judicial tem como base uma fala de Vieira feita em 15 de março, durante entrevista ao SBT News. Na ocasião, ele afirmou que o Banco Master seria uma “lavanderia” de recursos do PCC.
– Já é muito evidente que você tenha ali uma aparente lavanderia, o uso de vários fundos em cadeia para que se faça uma lavagem de dinheiro de diversas origens. Você tem apurações em andamento que apontam a chegada de recursos do PCC, uma organização criminosa violenta, você tem indicativos do pagamento de autoridades de diversos poderes – declarou.
Alessandro Vieira
Na sequência da entrevista, o senador disse ter indícios da “circulação de recursos entre esse grupo criminoso e familiares dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes”. A família Moraes sustenta que, ao usar a expressão “grupo criminoso”, Vieira estava se referindo ao PCC. Já o parlamentar afirma que a menção era ao Banco Master.
Em contato com o blog de Caio Junqueira, da CNN Brasil, Vieira negou ter dito o que lhe é atribuído e afirmou que sua fala está registrada. Segundo ele, a referência a “grupo criminoso” não era ao PCC, mas ao Banco Master, e citou o recebimento de cerca de R$ 80 milhões.
O senador também classificou o processo como uma tentativa de “intimidação”, mas disse que não pretende “frear seu trabalho”.