PF deflagra operação nacional contra abuso sexual infantil e cumpre 159 mandados
Ação ocorre nesta terça (28) em todos os estados e no DF, com 16 mandados de prisão e foco em identificar e prender suspeitos de crimes contra crianças e adolescentes.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, subiu 0,89% em abril, segundo dados divulgados nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o indicador passou a acumular 4,37% em 12 meses e avanço de 2,39% no ano.
O resultado ficou perto das projeções de economistas, que esperavam alta de 0,95% no mês e inflação acumulada de 4,45% em 12 meses. Em abril de 2025, a variação havia sido de 0,43%.
Alimentos consumidos em casa e combustíveis lideraram as altas, e responderam por cerca de 65% do resultado de abril.
Foto: Reprodução / Agência Brasil.
Mesmo com a aceleração, o índice segue dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2026, a meta é de 3%, com limite máximo de 4,5%. Desde o ano passado, a meta passou a ser contínua, com acompanhamento mês a mês pela inflação acumulada em 12 meses.
Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, alimentação e transportes tiveram as maiores altas em abril. Alimentação e bebidas subiu 1,46% e teve o maior peso no resultado do mês. Na sequência, transportes avançou 1,34%. Juntos, os dois grupos responderam por cerca de 65% do IPCA-15 de abril.
Veja a variação mensal por grupos: alimentação e bebidas (1,46%), habitação (0,42%), artigos de residência (0,48%), vestuário (0,76%), transportes (1,34%), saúde e cuidados pessoais (0,93%), despesas pessoais (0,32%), educação (0,05%) e comunicação (0,48%).
No grupo alimentação e bebidas, a principal pressão veio dos alimentos consumidos em casa. A alta da alimentação no domicílio passou de 1,1% em março para 1,77% em abril.
O movimento reflete tanto choques de oferta, fatores climáticos, quanto possíveis repasses da alta dos combustíveis para os custos logísticos
Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research
Entre os itens que mais subiram no mês estão cenoura (25,43%), cebola (16,54%) e leite longa vida (16,33%). Em sentido contrário, algumas quedas ajudaram a aliviar o resultado, como maçã (-4,76%) e café moído (-1,58%).
Lucas Barbosa, economista da AZ Quest, avalia que parte da pressão recente também está ligada a ajustes comuns em determinados períodos do ano, especialmente em alimentos frescos. Para ele, a alimentação no domicílio segue pressionada no curto prazo, em parte por reajustes sazonais, sobretudo nos produtos in natura.
Em transportes, a alta ganhou força ao passar de 0,21% em março para 1,34% em abril. A principal influência veio do encarecimento dos combustíveis, apontado por economistas como ligado ao cenário internacional.
Segundo Gustavo Sung, os efeitos do conflito no Oriente Médio aparecem na inflação doméstica especialmente por meio dos combustíveis, e a alta do petróleo tende a gerar impactos indiretos em diferentes cadeias produtivas.
No período, os combustíveis saíram de uma leve queda de 0,03% para uma alta de 6,06%, com destaque para diesel (16%), gasolina (6,23%) e etanol (2,17%). Já o gás veicular teve queda de 1,55%.
Barbosa observa que os preços vêm subindo nos postos mesmo sem um reajuste oficial da Petrobras até agora, o que ajudou a pressionar o índice.
Além dos combustíveis, outros itens ligados ao transporte tiveram comportamento diverso. As passagens aéreas recuaram após a forte alta de março: em abril, o subitem passou de 5,94% para -14,32%.
No transporte público, as variações foram mais contidas. As tarifas de ônibus urbano subiram 0,44%, as corridas de táxi tiveram alta de 0,08% e as passagens de ônibus intermunicipal avançaram 0,14%. Já o item integração do transporte público, que reúne sistemas que permitem usar mais de um modal com a mesma tarifa, aumentou 0,90% em abril.