Justiça manda Renan Santos apagar vídeo que chama Wesley Safadão de “novo ícone da corrupção”

Decisão do Ceará dá 24 horas para exclusão do conteúdo e prevê multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento; juiz também proibiu novas postagens com viés ofensivo sobre o caso

28/04/2026 às 19:53 por Redação Plox

A Justiça do Ceará determinou que o fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré-candidato à Presidência, Renan Santos (Missão), apague das redes sociais um vídeo em que acusa o cantor Wesley Safadão de ser o “novo ícone da corrupção” no Brasil.

A decisão é da 15ª Vara Cível da Comarca de Fortaleza e prevê multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento.

Wesley Safadão e Renan Santos. • Prefeitura de Anápolis / Redes Sociais.

Wesley Safadão e Renan Santos. • Prefeitura de Anápolis / Redes Sociais.



Decisão fixa prazo e aponta extrapolação da liberdade de expressão

De acordo com o entendimento do juiz Geraldo Magela Facundo Júnior, a publicação ultrapassa os limites da liberdade de expressão e configura uma “campanha de execração”.

No ofício, o magistrado também registra que a circulação do vídeo nas redes sociais “potencializa exponencialmente” o dano ao cantor, por se tratar de uma personalidade da mídia.

A Justiça estabeleceu o prazo de 24 horas para a exclusão do vídeo específico, publicado em março deste ano.

Além disso, Renan Santos fica proibido de fazer novas publicações relacionadas ao processo que tenham viés ofensivo à honra e à imagem de Safadão.

Renan publica novo vídeo e amplia críticas a gastos com shows

Também na segunda-feira, no entanto, o pré-candidato e militante do MBL publicou outro vídeo em que afirma que o cantor teria ficado “pistola”.

O Safadão e muitos outros artistas querem fazer você crer que é normal e natural inúmeras cidades que não têm capacidade de se sustentar, pobres para caramba, fazerem shows caríssimos com eles

Renan Santos

Dois dias antes, Renan também criticou o DJ Alok pela realização de um show em Teresina, no Piauí. Na postagem, ele relaciona o artista a Antônio Rueda e Ciro Nogueira, presidentes do União Brasil e do Progressistas, respectivamente.

Alok, por meio dos comentários, rebateu e disse que não conhece nenhum dos dois. Ele afirmou que abriu mão do cachê da apresentação para que o show “se tornasse viável” e escreveu:

“Graças a Deus tenho uma carreira internacional sólida e muito bem-sucedida”.

Entenda a origem do processo movido por Safadão

Em março deste ano, também em vídeo, Renan Santos criticou o uso de dinheiro público — especialmente em municípios pobres — para a contratação de artistas. Na postagem, chamou Safadão de “novo ícone da corrupção” e o acusou de liderar “um esquema bizarro” de exploração de prefeituras menores.

Em resposta, a defesa do cantor entrou com um processo contra Renan Santos por calúnia, difamação e injúria.

Para a Justiça do Ceará, as declarações atribuídas a Santos não se apresentam, em análise preliminar, como mera opinião, crítica política ou juízo de valor, mas como afirmações categóricas de prática criminosa atribuída ao autor, sem substrato probatório, ao menos por ora.

A Itatiaia informa que tenta contato com a defesa de Renan Santos e aguarda retorno. O espaço segue aberto.

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