Laudo aponta que menina morta pela mãe e padrasto no interior de SP foi enterrada viva

Necropsia indica presença de terra na traqueia e sinais de que a criança ainda respirava quando foi enterrada; mãe e padrasto confessaram e seguem presos

28/04/2026 às 12:39 por Redação Plox

O laudo necroscópico de Maria Clara Aguirre Lisboa, de cinco anos, apontou que a criança morreu por asfixia mecânica por soterramento, em Itapetininga (SP). O documento indica que havia terra na traqueia da vítima, o que sugere que ela ainda respirava quando foi enterrada.

A menina Maria Clara Aguirre Lisboa, de cinco anos, foi morta pela mãe e o padrasto; eles estão presos aguardando julgamento.

A menina Maria Clara Aguirre Lisboa, de cinco anos, foi morta pela mãe e o padrasto; eles estão presos aguardando julgamento.

Foto: Reprodução / Redes sociais.



O exame também identificou traumatismo craniano, compatível com agressões anteriores à ocultação do corpo.

Corpo foi achado em cova rasa no quintal da casa

Maria Clara foi encontrada morta em 14 de outubro de 2025. O corpo estava enterrado em uma cova rasa e concretada no fundo da casa onde a criança vivia com o padrasto, Rodrigo Ribeiro Machado, e a mãe, Luiza Aguirre Barbosa da Silva. Os dois estão presos, aguardando julgamento, e confessaram o crime.


A Justiça marcou para o próximo dia 19 de maio a audiência de instrução da mãe e do padrasto. A sessão deve definir se o casal vai a Júri Popular pela morte da criança.

Perícia estima que a ocultação ocorreu no fim de setembro

De acordo com a perícia, o corpo encontrado no dia 14 de outubro estava enterrado havia cerca de 20 dias, o que aponta para o fim de setembro. A investigação indica que o casal teria ocultado o corpo dois dias após o crime.


No início de outubro, a avó paterna procurou o Conselho Tutelar para denunciar o desaparecimento da neta. Segundo o órgão, a equipe já acompanhava o caso da mãe desde um episódio de ameaça feita pelo padrasto meses antes.


Conforme o boletim de ocorrência registrado pelo Conselho Tutelar, não havia contato com a mãe desde agosto. O desaparecimento foi formalizado na Polícia Civil em 8 de outubro.

Polícia localizou os suspeitos no mesmo dia da descoberta

Após denúncia e diligências, a Polícia Civil encontrou o corpo de Maria Clara em uma cova rasa, já em estado avançado de decomposição. A menina apresentava sinais de lesões provocadas por instrumento contundente, possivelmente uma ferramenta.


No mesmo dia, Luiza Aguirre Barbosa da Silva e Rodrigo Ribeiro Machado foram localizados e, durante o interrogatório, confessaram o crime. Segundo a polícia, eles admitiram ter matado a menina e concretado o corpo para esconder o crime.

Prisão foi mantida e casal deve responder por homicídio e ocultação

No dia 15 de outubro, foi divulgado um áudio que o padrasto enviou ao pai da criança, dizendo que a menina estava morta e que, com isso, acabaria o vínculo dele com a mãe da criança. Na mensagem, o suspeito também pede ao pai que pare de “encher o saco” dele e da mãe da criança. De acordo com a avó da vítima, a gravação foi enviada duas semanas antes da descoberta do corpo.


Ainda no dia 15, após audiência de custódia, a Justiça manteve a prisão preventiva da mãe e do padrasto. Ela foi transferida para a cadeia de Votorantim (SP) e ele para Capão Bonito (SP). Os dois devem responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Franco Augusto, a menina sofria agressões frequentes da mãe e do padrasto. Ainda conforme o delegado, o padrasto já tinha histórico criminal e torturava psicologicamente a criança e a mãe dela, utilizando a menina como forma de pressão, além de agredi-la fisicamente.

Sepultamento ocorreu sem velório

Na tarde do dia 15, Maria Clara foi sepultada. Como o corpo foi encontrado em estado avançado de decomposição, não houve velório. O sepultamento ocorreu no Cemitério Colina da Paz, com a presença apenas de familiares do pai biológico.

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