PF deflagra operação nacional contra abuso sexual infantil e cumpre 159 mandados
Ação ocorre nesta terça (28) em todos os estados e no DF, com 16 mandados de prisão e foco em identificar e prender suspeitos de crimes contra crianças e adolescentes.
A Linha 17-Ouro do Monotrilho registrou nova falha pelo segundo dia seguido na manhã desta terça-feira (28/4). Desde 20 de abril, foram quatro intercorrências que afetaram a operação. Em fase de operação assistida desde a inauguração, em 31 de março, a linha já havia apresentado outras ocorrências.
Linha 17 apresentou falha na manhã desta terça (28/4), a 4ª desde a inauguração.
Foto: Divulgação / GESP.
De acordo com o Metrô de São Paulo, a falha desta terça-feira foi causada por um problema na sinalização das vias. Com isso, os trens passaram a circular apenas entre as estações Morumbi e Campo Belo, na zona sul da capital.
Em nota, o Metrô informou que os ônibus do sistema Paese foram acionados para atender os passageiros no trajeto entre Morumbi e Congonhas e reduzir os impactos da falha. Segundo a companhia, o problema está relacionado ao furto de cabos ocorrido na segunda-feira (27/4).
Desde a constatação do furto, o Metrô vem mantendo tratativas com a Secretaria de Segurança Pública para a adoção de medidas conjuntas de inibição e coibição destas ocorrências que prejudicam o transporte da população, além de acionar o fornecedor dos sistemas para o desenvolvimento de soluções de infraestrutura que possam ajudar a evitar estes casos Metrô
A Linha 17-Ouro foi prometida em 2009, em um projeto conjunto entre a Prefeitura de São Paulo, comandada na época por Gilberto Kassab (PSD), e o governo do estado, então de José Serra. Ao todo, eram seis projetos em andamento simultaneamente, incluindo o da Linha 15-Prata.
A previsão era de entrega em 2014, quando o Brasil se preparava para sediar a Copa do Mundo, com a proposta de uma “solução” mais barata, rápida e moderna para o congestionamento previsto. Com o avanço das análises técnicas, alguns projetos foram descartados e outros alterados.
Entre os empreendimentos, o monotrilho da Linha 17 foi o que mais enfrentou problemas. O percurso total previsto era de 21,5 quilômetros, com custo de cerca de R$ 6,5 bilhões (em valores corrigidos pela inflação). As obras foram iniciadas oficialmente em 2012 e, ao longo de mais de uma década, tiveram paralisações, mudanças no trajeto e no contrato, atrasos no cronograma e troca de acusações entre a empresa licitada e o Metrô.
A construtora Andrade Gutierrez, escolhida por licitação, deixou o projeto em 2015, um ano após a previsão de entrega pelo governo. Naquele período, menos de 30% do projeto estava finalizado e a linha já havia sido reduzida à metade, chegando aos 6,7 quilômetros entregues atualmente. A construção foi retomada somente em 2023.
Atualmente, a linha está 80% concluída. O trajeto conta com sete das oito estações abertas ao público: Morumbi (conexão com a Linha 9-Esmeralda), Chucri Zaidan, Vila Cordeiro, Campo Belo (integração à Linha 5‑Lilás), Vereador José Diniz, Brooklin Paulista e Aeroporto de Congonhas.
A estação Washington Luís não entrará no funcionamento inicial. A previsão é de integração em junho, quando novos trens serão adicionados.
Segundo o informado, o tempo médio de espera entre o Aeroporto de Congonhas e a Estação Morumbi varia de 7 a 14 minutos. Os trens contam com supervisão de funcionários embarcados, medida padrão para linhas recém-inauguradas.