PF deflagra operação nacional contra abuso sexual infantil e cumpre 159 mandados
Ação ocorre nesta terça (28) em todos os estados e no DF, com 16 mandados de prisão e foco em identificar e prender suspeitos de crimes contra crianças e adolescentes.
Mais de um trabalhador morre por dia em Minas Gerais. O estado fechou 2025 com taxa de letalidade em acidentes de trabalho acima da média brasileira, segundo dados divulgados pela Superintendência Regional do Trabalho nesta terça-feira (28/04), no Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho.
No Brasil, foram registrados 806.011 acidentes do tipo em 2025 — média de 1,5 por minuto. Em Minas, o total chegou a 79.143 ocorrências, o que equivale a um trabalhador acidentado a cada 6 minutos e 40 segundos.
Em Minas Gerais, foram 79.143 ocorrências, o que significa que um trabalhador se acidenta a cada 6 minutos e 40 segundos
Foto: Pixabay
O que mais preocupa as autoridades é a gravidade dos casos no estado. A taxa de letalidade — proporção de mortes em relação ao total de acidentes — foi de 0,49% em Minas Gerais, contra 0,45% na média nacional.
Em todo o país, 3.644 trabalhadores morreram em acidentes de trabalho no ano passado, o que representa quase 10 mortes por dia. Em Minas, foram 387 óbitos, mantendo o estado com mais de uma morte diária.
Para o superintendente regional do Trabalho e Emprego em Minas Gerais, Carlos Calazans, os indicadores vão além das estatísticas e refletem impactos diretos na vida das pessoas.
Cada número registrado nas estatísticas representa uma história interrompida, uma família atingida, uma comunidade impactada e uma falha coletiva na proteção da vida. Quando um trabalhador se acidenta ou morre, não estamos diante de uma ocorrência isolada. Estamos diante de um alerta sobre as condições reais em que parte da população brasileira ainda trabalha
Carlos Calazans
Segundo ele, um ponto central do debate neste 28 de abril é desconstruir a ideia de “acaso” nesses episódios. Calazans relaciona o cenário ao descumprimento de normas, ausência de equipamentos adequados, jornadas exaustivas, terceirizações mal acompanhadas, ambientes inseguros e negligência com a saúde física e mental.
Na avaliação do superintendente, a prevenção deve ocupar o centro das relações de trabalho, o que envolve fortalecer a fiscalização, garantir o cumprimento das Normas Regulamentadoras, investir em formação, aprimorar mecanismos de denúncia, valorizar as Comissões Internas de Prevenção de Acidentes e de Assédio, dialogar com sindicatos e responsabilizar quem coloca vidas em risco.
Ele também afirma que o cenário exige resposta e que, mesmo com avanços tecnológicos, o estado ainda convive com uma tragédia que atinge trabalhadores que saem para garantir o sustento e não retornam. Para Calazans, nenhum modelo de crescimento é moderno se depende da exposição a riscos evitáveis.
Os dados também trazem um ranking dos setores produtivos em Minas Gerais em 2025, ordenado pelo número de acidentes registrados:
1. Construção Civil: 1.021 acidentes e 3 mortes confirmadas, além do maior volume de ocorrências e letalidade.
2. Fundição de Ferro e Aço: 297 acidentes e 1 morte.
3. Extração de Minério de Ferro: 282 acidentes e 2 mortes.
4. Cafeicultura: 265 acidentes e 0 morte.
5. Beneficiamento de Minério de Ferro: 14 acidentes e 0 morte.
A reportagem informou que entrou em contato com o governo de Minas e aguarda retorno.