PF deflagra operação nacional contra abuso sexual infantil e cumpre 159 mandados
Ação ocorre nesta terça (28) em todos os estados e no DF, com 16 mandados de prisão e foco em identificar e prender suspeitos de crimes contra crianças e adolescentes.
Investigadores da Polícia Federal (PF) apreenderam uma montanha de dinheiro em espécie na residência de um auditor da Receita Federal, em Niterói (RJ), durante a Operação Mare Liberum, realizada na manhã desta terça-feira (28/4). O valor ainda será contabilizado.
A operação foi deflagrada com apoio do Gaeco, do Ministério Público Federal (MPF) e da Corregedoria da Receita Federal. O foco é reprimir um esquema de facilitação de contrabando e de descaminho no Porto do Rio.
Os dólares em espécie, um encontrados na residência de um auditor da Receita Federal, em Niterói (RJ), ainda serão contabilizados
Foto: Divulgação/PF Rio
Ao todo, 25 servidores da Receita Federal, entre auditores fiscais e analistas tributários, foram alvo de buscas. Por determinação judicial, eles foram afastados de suas funções.
De acordo com os dados citados no material, as fraudes constatadas somam cerca de R$ 86,6 bilhões, no período de julho de 2021 a março de 2026.
Segundo a Receita Federal, quase 17 mil Declarações de Importação (DI) apresentam indícios de irregularidades. As cargas, que deveriam passar por fiscalização rigorosa, eram liberadas mesmo diante de inconsistências graves entre os produtos declarados e os efetivamente importados.
O auditor alvo da apreensão em Niterói é um dos servidores investigados no caso.
Os dólares em espécie, um encontrados na residência de um auditor da Receita Federal, em Niterói (RJ), ainda serão contabilizados
Foto: Divulgação/PF Rio
As apurações começaram em fevereiro de 2022, a partir de levantamentos internos da Corregedoria da Receita Federal. Nesse processo, foi identificada a existência de uma organização criminosa estruturada, formada por servidores públicos, despachantes aduaneiros e empresários.
Segundo as investigações, o grupo atuava de forma coordenada para liberar mercadorias de maneira irregular, com divergências entre os itens importados e os declarados, além de possível supressão de tributos.
As apurações apontaram três principais frentes de atuação. A primeira consistia na liberação direta de mercadorias classificadas nos canais vermelho e cinza, considerados de alto risco, sem o cumprimento das exigências legais.
Outra frente investigada envolve o setor de óleo e gás.
O material também informa que o pagamento de propinas seria recorrente e estruturado, com valores que chegam à casa de dezenas de milhões de reais ao longo do período investigado.
Os investigados poderão responder por crimes como corrupção, associação criminosa, contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro, entre outros.
A ação contou com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (GAECO/MPF) e da Corregedoria da Receita Federal.