PF deflagra operação nacional contra abuso sexual infantil e cumpre 159 mandados
Ação ocorre nesta terça (28) em todos os estados e no DF, com 16 mandados de prisão e foco em identificar e prender suspeitos de crimes contra crianças e adolescentes.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Inhapim, no Vale do Rio Doce, obteve na Justiça a decretação da prisão preventiva de um homem acusado de duplo homicídio qualificado. A decisão foi tomada após o adiamento do julgamento pelo Tribunal do Júri.
O júri estava marcado para esta segunda-feira, 27, mas a sessão foi encerrada quando o advogado de defesa abandonou o plenário sem apresentar justificativa considerada válida, o que levou à necessidade de remarcação do julgamento.
Ao analisar o pedido do MPMG, a Justiça entendeu que havia fundamentos legais para a medida e decretou a prisão preventiva do acusado
Foto: Redes Sociais
Diante do episódio, o MPMG pediu a prisão preventiva do acusado, argumentando que a conduta comprometeu o andamento regular do processo e indicou risco de novas tentativas de adiar o julgamento.
Ao analisar o pedido do MPMG, a Justiça entendeu que havia fundamentos legais para a medida e decretou a prisão preventiva do acusado
Foto: Redes Sociais
O réu responde por duplo homicídio qualificado, com dolo eventual, além de crimes previstos no Código de Trânsito Brasileiro. Os fatos ocorreram em 17 de maio de 2024, na BR-116, em Inhapim.
Segundo a denúncia oferecida pelo MPMG, o acusado dirigia sob efeito de álcool, em alta velocidade e com a capacidade psicomotora alterada quando invadiu a contramão e colidiu de frente com uma motocicleta. As duas vítimas, de 21 e 22 anos, morreram no local. Ainda conforme a denúncia, uma das vítimas estava grávida.
De acordo com os promotores de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro e Igor Heringer Chamon Rodrigues, a defesa vinha adotando medidas para atrasar o andamento do processo, o que teria esvaziado a sessão do Tribunal do Júri e prejudicado a realização do julgamento.
Ao analisar o pedido do MPMG, a Justiça entendeu que havia fundamentos legais para a medida e decretou a prisão preventiva do acusado, considerando a gravidade do caso e a necessidade de garantir a realização do júri.