STF forma maioria para tornar Silas Malafaia réu por injúria contra generais

Primeira Turma rejeitou a acusação de calúnia por considerar que as críticas foram genéricas e dirigidas à instituição

28/04/2026 às 16:59 por Redação Plox

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta terça-feira (28), para tornar o pastor Silas Malafaia réu pelo crime de injúria contra generais do Exército. Ao mesmo tempo, a Corte rejeitou a acusação de calúnia, por entender que as críticas atribuídas a Malafaia foram genéricas e dirigidas à instituição.

Pr. Silas Malafaia

Pr. Silas Malafaia

Foto: Frame de vídeo / YouTube



Declarações em ato na Avenida Paulista embasam decisão

A decisão tem como base falas feitas por Malafaia durante um ato na Avenida Paulista, em abril de 2025, quando ele chamou oficiais do Exército de “frouxos” e “covardes”. No julgamento, prevaleceu o entendimento de que, para configurar calúnia, seria necessária a imputação de um crime específico a autoridades.

Zanin vota contra calúnia e é acompanhado por Cármen Lúcia

O crime de calúnia exige narrativa de fato determinada, direcionada à pessoa determinada. Pois bem, aqui, embora haja referência ao Alto Comando do Exército, que também é composto pelo comandante do Exército, o comandante Tomás, entendo que a referência foi feita de maneira genérica ao Alto Comando do Exército

Cristiano Zanin

O ministro Cristiano Zanin foi acompanhado pela ministra Cármen Lúcia. Já os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino defenderam o recebimento integral da denúncia.

Empate e regra do CPP favorecem o acusado

Houve empate na votação entre os ministros. Conforme o Código de Processo Penal, em caso de empate, prevalece a decisão mais favorável ao acusado no processo. Moraes, ao sustentar sua posição, afirmou que o Alto Comando tem número limitado de integrantes, o que, para ele, indicaria pessoa certa.

Processo entra em fase de instrução e coleta de provas

Com a aceitação parcial da denúncia, o caso segue agora para a fase de instrução, com coleta de provas e depoimentos. Testemunhas serão ouvidas e a defesa poderá apresentar novos argumentos antes do julgamento final.

Ao término dessa etapa, o STF deverá decidir se o pastor será condenado ou absolvido pelo crime de injúria. O julgamento ocorreu de forma presencial após pedido de vista e destaque feitos pelo ministro Zanin.

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