PF deflagra operação nacional contra abuso sexual infantil e cumpre 159 mandados
Ação ocorre nesta terça (28) em todos os estados e no DF, com 16 mandados de prisão e foco em identificar e prender suspeitos de crimes contra crianças e adolescentes.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (28) tornar o pastor Silas Malafaia réu pelo crime de injúria contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva, e outros generais da corporação.
Pastor Silas Malafaia virá réu pelo crime de injúria contra comandante do Exército.
Foto: Reprodução/Agência Brasil
Malafaia foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por injúria e calúnia, em razão de declarações feitas durante uma manifestação em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro, realizada em São Paulo.
No ato, ocorrido em abril do ano passado, o pastor — apoiador de Bolsonaro — fez críticas aos generais. Na ocasião, chamou os militares de “frouxos, covardes e omissos” e afirmou que eles “não honram a farda que vestem”.
A votação terminou empatada em 2 votos a 2. Os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram pelo recebimento da denúncia pelos crimes de injúria e calúnia, conforme o pedido da PGR.
Já Cristiano Zanin e Cármen Lúcia entenderam que Malafaia deveria responder apenas por injúria. Com o empate, foi aplicado o entendimento de que, nessa situação, o réu deve ser favorecido. Assim, o pastor se tornou réu somente pelo crime de injúria.
Durante a tramitação do processo, a defesa afirmou que Malafaia usou “palavras fortes” para criticar os generais de forma genérica, sem mencionar nominalmente Tomás Paiva. Os advogados também disseram que o pastor se retratou das declarações e sustentaram que ele não poderia ser julgado pelo STF por não ter foro privilegiado.