STJ decide que tenente-coronel acusado de feminicídio será julgado no Tribunal do Júri

Geraldo Leite Rosa Neto, réu pela morte da soldado Gisele Alves Santana, não será julgado pela Justiça Militar; caso seguirá para a 5ª Vara do Júri de São Paulo

28/04/2026 às 19:16 por Redação Plox

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de feminicídio e fraude processual, será julgado pela Justiça comum, no Tribunal do Júri — e não pela Justiça Militar.


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Ele é réu pela morte da esposa, a soldado da PM Gisele Alves Santana, de 32 anos. Ela foi encontrada morta com um tiro na cabeça, em 18 de fevereiro, no apartamento onde o casal morava, no Brás, região central de São Paulo.

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STJ afasta Justiça Militar e encaminha caso ao Tribunal do Júri

A discussão no processo era sobre quem tinha competência para conduzir a ação. O STJ entendeu que não se trata de crime militar.

Com a decisão, o caso seguirá para a 5ª Vara do Júri de São Paulo. No Tribunal do Júri, sete jurados vão ouvir acusação e defesa e decidir pela condenação ou absolvição.

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Defesa sustenta suicídio; investigação aponta suspeita de feminicídio

A família de Gisele afirma que recebeu a decisão com alívio.

A defesa do tenente-coronel sustenta que ela teria cometido suicídio. No entanto, segundo a investigação, laudos e mensagens trocadas pelo casal apontam para a suspeita de feminicídio.

A denúncia do Ministério Público já foi aceita pela Justiça comum e, desde então, ele está preso no presídio militar Romão Gomes, na zona norte da capital.

Próxima etapa é a fase de instrução

Agora, a próxima etapa do caso é a fase de instrução, quando testemunhas são ouvidas e as provas são aprofundadas, antes do julgamento.

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