PF mira empresários mineiros em operação contra extração ilegal de areia

Suspeitos usavam empresa legal para vender material extraído criminosamente, causando sérios danos ambientais

Por Plox

28/05/2024 08h26 - Atualizado há cerca de 2 meses

 Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça-feira (28) a operação "Areial", visando desmantelar um esquema de extração ilegal de areia no rio Pomba, em Leopoldina, Minas Gerais. A ação envolveu o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão, com apoio da Polícia Militar de Meio Ambiente, Ibama e Agência Nacional de Mineração (ANM).

Foto: PF/Divulgação

Esquema criminoso

De acordo com as investigações, os suspeitos utilizavam uma empresa legalmente constituída para encobrir a extração ilegal de areia. Utilizando balsas e dragas sem a devida autorização da ANM e sem licença ambiental, a operação criminosa promovia a retirada do material do leito do rio. A areia extraída era comercializada sem o recolhimento dos tributos devidos e sem qualquer medida de recuperação ambiental nas áreas afetadas, prejudicando assim tanto o meio ambiente quanto os empresários que atuam de forma legal.

"Após a extração, a areia era vendida sem o recolhimento dos tributos devidos e sem a recuperação ambiental da área degradada. Além dos prejuízos fiscais e ambientais, a atividade também prejudica os empresários que vendem a areia legalizada, em clara concorrência desleal", afirmou a PF.

 

Impactos ambientais

A Perícia Criminal Federal identificou diversos danos ambientais causados pela extração ilegal. Entre os impactos estão erosão, alterações e assoreamento do curso d'água, danos à fauna e à flora, além da degradação da qualidade da água do rio Pomba. A operação resultou na destruição do maquinário utilizado nas atividades ilegais, como parte das medidas para conter o dano ambiental.

"Os investigados responderão pelos crimes de usurpação de bem público da União e de danos ambientais, cujas penas podem chegar a até seis anos de detenção", finalizou a polícia

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