PF aponta promoção sem experiência mínima e omissão de panes em voo da Voepass
Relatório final sobre a queda do voo 2283, em Vinhedo (SP), cita relatos de pressão para não registrar falhas técnicas; acidente matou 62 pessoas.
O marido de uma mulher de 57 anos que morreu no domingo (26), após permanecer quatro dias no Pronto-Socorro Municipal Aida Vanzo Dolce, em Araçatuba (SP), levantou suspeita de falhas no atendimento e na transferência hospitalar. A Prefeitura informou que fará uma avaliação técnica sobre a assistência prestada e os procedimentos de regulação adotados no caso.
Registro da reportagem: Silvia Maria Domingues Francischini morreu em Araçatuba (SP)
Foto: Arquivo pessoal
De acordo com o relato do marido à TV TEM, a paciente deu entrada na unidade na tarde de 22 de julho com secreção intensa e dificuldade para engolir. Ele afirmou que ela recebeu diagnóstico inicial de pneumonia e infecção urinária e que, durante a internação, apresentou piora respiratória e deixou de responder a estímulos.
O homem também relatou que procurou um advogado e obteve uma decisão judicial para a transferência da esposa à Santa Casa de Araçatuba. A Prefeitura, no entanto, afirmou que, quando recebeu o documento judicial, a paciente já estava na instituição hospitalar. A existência e os termos da liminar não foram detalhados nas notas divulgadas.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a paciente foi atendida durante toda a permanência no pronto-socorro, com assistência médica, de enfermagem e farmacêutica. A administração municipal afirmou ainda que a transferência dependia da aceitação de vaga hospitalar pela rede regulada do Estado e que as atualizações clínicas foram inseridas no sistema durante os plantões.
Registro da reportagem: Pronto-socorro municipal de Araçatuba (SP)
Foto: Divulgação
A Santa Casa declarou que o primeiro pedido de vaga em clínica médica registrado no sistema CROSS ocorreu em 25 de julho, às 12h23. Segundo o hospital, tanto a Santa Casa quanto o Hospital Estadual de Mirandópolis recusaram inicialmente a transferência por superlotação ou por incompatibilidade com a complexidade do caso.
A instituição afirmou que aceitou receber a paciente às 9h46 de 26 de julho, depois da liberação de um leito, e que ela chegou à unidade às 11h16. Ainda conforme a Santa Casa, foram iniciadas medidas de emergência, exames e monitoramento, mas o quadro evoluiu de forma desfavorável; o óbito foi constatado às 15h34.
A Santa Casa negou que a internação tenha ocorrido por pressão externa ou exclusivamente em razão da decisão judicial e sustentou que a vaga foi liberada pelo fluxo regular de regulação. Já a Prefeitura informou que a análise administrativa anunciada deverá examinar os protocolos assistenciais e regulatórios adotados pelo pronto-socorro.