Compositores da Portela têm instrumentos recuperados após assalto no Rio
Material foi localizado em casa abandonada na Zona Norte; carro levado por criminosos ainda não foi encontrado
Por Plox
28/08/2025 13h34 - Atualizado há 2 dias
A Polícia Civil do Rio de Janeiro recuperou, nesta quinta-feira (28), os instrumentos musicais roubados de um grupo de compositores da escola de samba Portela. O carro levado pelos assaltantes ainda não foi localizado.

Segundo informações da 29ª Delegacia de Polícia (Madureira), o material foi encontrado em uma residência abandonada na comunidade Proença Rosa, em Honório Gurgel, Zona Norte da capital. A localização foi possível graças a uma investigação conduzida pelo setor de inteligência da corporação. A área é conhecida por ser dominada pelo Comando Vermelho.

O assalto ocorreu na noite de terça-feira (26), na Estrada João Paulo, no bairro da Pavuna. O grupo, vindo de Belo Horizonte, seguia para a quadra da Portela, em Madureira, onde participaria de uma disputa de samba-enredo.
Durante o trajeto, os músicos foram abordados por criminosos em motocicletas. De acordo com os relatos, um dos bandidos estava armado. As vítimas foram obrigadas a sair do veículo e entregar seus pertences, incluindo celulares, carteiras, alianças, cordões, malas e os instrumentos musicais que seriam utilizados na apresentação. O prejuízo estimado foi de R$ 70 mil, sem considerar o valor do automóvel.
“Uma moto parou na frente do carro com o pisca-alerta ligado, forçando a parada. Eles mandaram todos descerem e entregarem tudo. Levaram até o cordão que eu estava usando”, relatou Sorongo, um dos compositores assaltados.
O veículo foi rastreado por GPS na região da Proença Rosa, mas até o momento não foi recuperado.
Após o incidente, a direção da Portela prestou suporte integral aos músicos. Fred do Cavaco, outro compositor do grupo, contou que tentou manter a calma durante a ação dos criminosos. “Eles estavam muito nervosos, dizendo que a gente ‘ia tomar’. Tentei acalmar a situação e meus amigos também. Graças a Deus nada mais grave aconteceu”, disse.
Mesmo após o trauma, o grupo manteve a participação na disputa de samba, que reúne outros 12 concorrentes na quadra da escola.
O caso segue sendo investigado pela 39ª DP (Pavuna).