Valdemar ignora apoio de Michelle e favorece Amim ao Senado em SC
Liderança do PL descarta candidatura de Caroline de Toni ao Senado, contrariando ex-primeira-dama
Por Plox
28/08/2025 19h27 - Atualizado há 3 dias
O embate interno no Partido Liberal (PL) envolvendo a definição das candidaturas ao Senado por Santa Catarina nas eleições de 2026 revelou uma divergência significativa entre Valdemar Costa Neto, presidente da legenda, e Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama e líder do diretório feminino da sigla.

Enquanto Michelle manifesta apoio público à deputada federal Caroline de Toni, referindo-se a ela repetidamente como “minha senadora”, Valdemar tem outros planos. O dirigente do partido sinalizou claramente sua preferência por apoiar a reeleição do atual senador Espiridião Amim (PP), em vez de lançar Caroline como candidata da sigla.
— O Amin nós queremos: eu, o Bolsonaro, o governador — afirmou Valdemar, citando ainda o apoio do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), e do próprio ex-presidente Jair Bolsonaro à candidatura de Amim.
A disputa pelas duas vagas ao Senado em Santa Catarina se desenha desde já como uma das mais movimentadas do cenário político para o próximo pleito. A primeira vaga já é tratada como definida internamente no partido, sendo reservada ao vereador carioca Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente. A segunda, porém, abriu espaço para o conflito.
Michelle Bolsonaro, que tem exercido forte influência política no PL, vinha articulando nos bastidores a candidatura de Caroline de Toni, um dos nomes mais alinhados com a pauta conservadora da direita no Congresso. No entanto, Valdemar descartou qualquer compromisso assumido anteriormente com a deputada.
— A Carol é muito querida. Ela volta para deputada federal — declarou o presidente do PL, sem maiores explicações sobre a quebra do aceno político feito à parlamentar.
“A Carol é muito querida. Ela volta para deputada federal”, disse Valdemar Costa Neto, ignorando apoio declarado de Michelle Bolsonaro
As informações foram divulgadas pela coluna do jornalista Igor Gadelha, no portal Metrópoles. A movimentação reforça os sinais de tensão interna na legenda e pode impactar diretamente a estratégia eleitoral do PL em 2026.
A falta de consenso entre as principais lideranças do partido em torno de uma das candidaturas pode intensificar disputas internas e expor ainda mais as divergências entre os interesses dos dirigentes nacionais e os posicionamentos políticos de figuras de destaque dentro da sigla, como Michelle Bolsonaro.