Justiça de São Paulo decreta novamente prisão de empresário réu por feminicídio

Alex Leandro Bispo dos Santos, de 40 anos, é considerado foragido no processo pela morte de Maria Katiane Gomes da Silva, que caiu do 10º andar de um prédio em 2025.

28/08/2026 às 17:20 por Redação Plox


A Justiça de São Paulo determinou novamente a prisão preventiva do empresário Alex Leandro Bispo dos Santos, de 40 anos, réu pela morte de Maria Katiane Gomes da Silva, de 25. Ele havia deixado a prisão na manhã de 10 de agosto, mas, horas depois, uma nova ordem de prisão foi expedida. Até esta sexta-feira (28), o empresário não havia sido localizado e era considerado foragido.

Suspeito esteve em velório da companheira Fotos:

Suspeito esteve em velório da companheira Fotos:

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Maria Katiane morreu em 29 de novembro de 2025 após cair do 10º andar do prédio onde morava, na Vila Andrade, região do Morumbi, Zona Sul de São Paulo. O Ministério Público acusa Alex de feminicídio e sustenta que a vítima não cometeu suicídio. O empresário nega ter provocado a queda.

Nova prisão foi determinada no mesmo dia da soltura

Alex estava preso desde dezembro de 2025. Em 6 de agosto deste ano, a Justiça decidiu revogar a prisão preventiva e impor medidas cautelares, entre elas a obrigação de manter distância mínima de 500 metros das testemunhas, não entrar em contato com elas e comparecer periodicamente em juízo. O alvará foi cumprido por volta das 9h do dia 10.

No mesmo dia, o Ministério Público recorreu da soltura. A Justiça acolheu o pedido e, por volta das 16h, decretou novamente a prisão preventiva. Na decisão citada pelo UOL, o Judiciário considerou a prisão necessária para evitar novas práticas criminosas e entendeu que as medidas cautelares seriam insuficientes.

O advogado Eugênio Malavasi afirmou ao UOL na quarta-feira (26) que o empresário ainda não havia se apresentado às autoridades e que a defesa contestava a nova ordem de prisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Câmeras registraram agressões antes da queda

O caso chegou a ser tratado inicialmente como uma morte sem suspeito definido. Durante a investigação, porém, imagens das câmeras de segurança do condomínio mostraram agressões contra Maria Katiane no estacionamento e no elevador momentos antes da queda. A investigação passou então a tratar a morte como feminicídio.

Alex tornou-se réu em fevereiro de 2026, após a Justiça aceitar a denúncia do Ministério Público. O processo tramita na 5ª Vara do Júri do Foro Central Criminal de São Paulo. Com a nova decisão, permanece em vigor o mandado de prisão preventiva enquanto o processo segue na Justiça.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a