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    Cirurgia plástica em adolescentes cresce 140% na última década e exige cautela

    Segundo especialista, a intervenção em adolescentes é indicada como opção de tratamento para melhorar a saúde física e mental do paciente, quando autorizada pelos pais

    Por Plox

    28/10/2021 12h31 - Atualizado há 7 meses

    As redes sociais derrubaram as barreiras da autoexposição e ampliaram as possibilidades de comparação. Passando mais tempo em frente às telas assistindo vídeos de amigos e famosos desconhecidos e expostos aos filtros que mudam a cor do olho, corrigem a qualidade da pele ou o tamanho do nariz e da boca, é natural que a gente queira mudar alguma coisa. E esse golpe duro na autoestima afeta, principalmente, os adolescentes.

    Foto: Reprodução

     

    “A cirurgia plástica em adolescentes pode ser feita como tratamento para melhorar a saúde física e mental do paciente, desde que tenha a total autorização por escrito dos pais ou responsáveis. O mais importante é seguir preceitos éticos e não deixar que os pacientes procurem apenas para se enquadrar em padrões impostos pela mídia como um todo, principalmente pelas redes sociais. Na consulta, o cirurgião avalia e orienta o paciente sobre o que é realmente necessário e benéfico, ou o que pode ser um distúrbio de autoimagem e precisa de tratamento psicológico”, afirma o cirurgião plástico Danilo Dalul.

    Cirurgias podem ser feitas até em crianças, com indicação adequada

    Uma das principais cirurgias feitas em menores são a otoplastia, que melhora a aparência das “orelhas de abano” e, muitas vezes, ela é feita em pacientes com idade entre 5 a 7 anos. “Nessa idade, o paciente começa a ir para a escola e ter mais contato social, aí começa a sofrer bullying por causa das orelhas em abano e isso atrapalha muito o desenvolvimento social da criança, inclusive no aprendizado, porque a criança acaba nem querendo frequentar as aulas. Fazemos a cirurgia de forma mais precoce para evitar esses malefícios”, explica Dalul.

    Segundo o médico, a regra geral é esperar o máximo possível para fazer uma intervenção cirúrgica porque o ideal sempre é fazer depois do desenvolvimento físico completo do paciente, o que pode variar de pessoa para pessoa e de acordo com o sexo de cada paciente. Alguns desenvolvem suas estruturas corporais completamente com 15 anos e outros até os 25 anos.

    “Isso é bem variável e, por isso, precisamos de pareceres de pediatras, ginecologistas ou mastologistas, para saber se o paciente já atingiu o amadurecimento das suas estruturas corporais. Nos homens, por exemplo, o procedimento mais comum é tratamento da ginecomastia, que são as mamas aumentadas. Já as meninas, buscam pela mamoplastia de aumento (por defeitos congênitos, como a Síndrome de Polan, ou pelas mamas muito pequenas) e também a mamoplastia redutora, pois em algumas o crescimento mamário é exagerado, e causa problemas físicos, como dores de coluna, e também psicológicos, devido à dificuldade de se encontrar vestimentas adequadas”, finaliza o cirurgião.

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