STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
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A apneia do sono é hoje um dos principais inimigos da qualidade do descanso noturno. Segundo o Ministério da Saúde, entre 30% e 35% da população brasileira sofre de apneia obstrutiva do sono, tornando o distúrbio o segundo problema mais comum que prejudica o sono, atrás apenas da insônia.
A doença pode representar riscos à saúde ao longo do tempo
Foto: Reprodução / Agência Brasil.
O distúrbio é caracterizado por breves e repetidas interrupções da respiração durante o sono, o que leva ao aparecimento do ronco. Nem toda pessoa que ronca tem apneia, mas quem tem apneia obrigatoriamente ronca.
No caso da apneia, o ronco costuma ser entrecortado por engasgos, muitas vezes imperceptíveis para quem está dormindo, mas bastante incômodos para quem divide o ambiente.
Essas pausas na entrada de ar podem reduzir a concentração de oxigênio no sangue e impedir um sono profundo e reparador, comprometendo a qualidade de vida e abrindo caminho para outros problemas de saúde.
Entre os sinais de alerta que podem indicar apneia do sono estão:
• Ronco;
• Sonolência excessiva durante o dia;
• Despertar ofegante ou com sensação de sufocamento;
• Dor ou desconforto no peito;
• Dor de cabeça ao acordar;
• Boca seca ou dor de garganta pela manhã;
• Dificuldade de concentração e raciocínio;
• Irritabilidade.
A apneia do sono não é apenas um incômodo noturno. Quando não tratada, pode desencadear uma série de problemas, sobretudo cardiovasculares, como:
• Doenças cardiovasculares;
• Hipertensão;
• Aumento do tamanho do coração;
• Insuficiência cardíaca e arritmias;
• Aterosclerose;
• Infarto;
• Derrame cerebral.
Pelo conjunto de riscos associados, a apneia do sono é muito mais séria do que costuma parecer à primeira vista.
Diversos fatores podem provocar obstruções na via aérea e dificultar a passagem do ar durante o sono. Entre eles, estão:
• Relaxamento excessivo dos músculos da garganta e da língua ao dormir;
• Língua, úvula, amígdalas ou adenoides muito grandes;
• Queixo pequeno;
• Pescoço com grande circunferência;
• Deformidades craniofaciais;
• Obesidade;
• Doenças do coração;
• Hipertensão arterial.
Para confirmar o diagnóstico de apneia do sono, o exame indicado é a polissonografia, um monitoramento do sono feito com aparelhos eletrônicos, sob supervisão de um profissional habilitado. Por meio dele, é possível registrar a quantidade de episódios de apneia ao longo da noite e avaliar a gravidade do distúrbio.
De acordo com profissionais de saúde do Hospital Albert Einstein, há diferentes abordagens terapêuticas, que variam conforme o grau da apneia e o perfil do paciente.
Tratamento conservador – Baseia-se em medidas de higiene do sono e emagrecimento. Atitudes simples, como evitar bebidas alcoólicas e determinadas drogas (como benzodiazepínicos, barbitúricos e narcóticos) e dormir preferencialmente de lado, podem trazer melhora importante em muitos casos.
Fonoterapia – Envolve exercícios específicos, supervisionados por fonoaudióloga especializada em Medicina do Sono, com o objetivo de fortalecer a musculatura da via aérea superior e reduzir a obstrução.
CPAP – Considerado o padrão-ouro no tratamento da apneia do sono, o CPAP é um pequeno compressor de ar silencioso e de alta tecnologia. Ele gera um fluxo contínuo de ar que é conduzido por um tubo flexível até uma máscara nasal ou nasobucal, ajustada confortavelmente ao rosto, mantendo as vias aéreas abertas durante o sono.
Adotar um estilo de vida saudável é uma das formas mais eficazes de prevenção. Isso inclui alimentação balanceada, prática regular de atividade física, controle do peso, além de evitar o cigarro e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, especialmente nas horas que antecedem o sono.
Caso, mesmo com esses cuidados, o problema persista e prejudique o descanso noturno, o recomendado é buscar acompanhamento com especialistas para avaliação e tratamento adequados.