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Bernardo Rocha de Rezende, conhecido como Bernardinho, retornou oficialmente ao comando técnico da seleção brasileira masculina de voleibol, uma decisão que reacende debates sobre as dinâmicas políticas e de gestão na Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). A nomeação, confirmada pela gestão de Radamés Lattari na CBV, marca um retorno controverso após um período dirigindo a seleção da França.

Contexto e Implicações Políticas
Bernardinho, uma figura central no voleibol brasileiro, com um histórico de conquistas expressivas, havia deixado a posição para treinar a seleção francesa. Seu retorno ao Brasil e à CBV, segundo informações divulgadas, sempre esteve nos planos, apesar das negativas públicas da entidade. O técnico teria mantido influência nos bastidores, mesmo durante sua ausência formal, indicando uma continuidade de poder e influência que agora se confirma com seu retorno.
O blog que revelou a nomeação apontou que, além das questões técnicas, há um forte componente político na decisão. A relação entre Bernardinho e Radamés Lattari, atualmente desgastado e politicamente isolado na direção da CBV, sugere um jogo de interesses e poder. Especula-se que o retorno de Bernardinho poderia estar atrelado a acordos políticos e compromissos assumidos em eleições passadas dentro da entidade.
Repercussões e Expectativas
A confirmação de Bernardinho como técnico até 2032 levanta questões sobre o futuro processo eleitoral da CBV, previsto para 2025. Há preocupações quanto à transparência e à democracia interna da confederação, especialmente entre os Presidentes de Federações do Norte e Nordeste, que se sentem traídos pelo curso das decisões.
Além disso, o retorno de Bernardinho agita o cenário político dentro da CBV, com figuras como Gustavo Laranjeira, filho de Toroca, expressando oposição ao técnico. A situação também pode impactar outras figuras influentes na entidade, como Rubinho, conhecido aliado de Bernardinho.
O cenário atual reforça a sensação de que, dentro da CBV, decisões estratégicas podem estar sendo conduzidas por interesses pessoais e políticos, em vez de critérios puramente técnicos ou de mérito. Com o retorno de Bernardinho, encerra-se uma novela cujo desfecho já era esperado por muitos, mas que ainda assim traz novas questões e desafios para o futuro do voleibol brasileiro.