STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
A Justiça de Minas Gerais decidiu, nesta quarta-feira (28), que Renê da Silva Nogueira Júnior, acusado de assassinar o gari Laudemir de Souza Fernandes, será submetido a júri popular. Além de responder por homicídio, ele também foi pronunciado pelos crimes de ameaça contra a motorista do caminhão de coleta, Eledias Aparecida Rodrigues, tentativa de fraude processual e porte ilegal de arma de fogo.
A defesa ainda pode recorrer da decisão.
Na mesma determinação, que encaminha o caso para julgamento pelo Tribunal do Júri em data ainda a ser marcada, a juíza do 1º Tribunal do Júri manteve a prisão preventiva de Renê e rejeitou o pedido da defesa para que o processo tramitasse em sigilo.
Além de homicídio, Renê da Silva Nogueira Júnior responderá pelo crime de ameaça contra a motorista do caminhão. Data do julgamento ainda será definida.
Foto: Reprodução/Vídeo
Em setembro de 2025, Renê passou à condição de réu no processo. De acordo com as investigações, ele teria usado uma pistola calibre 380, pertencente à esposa, a delegada da Polícia Civil Ana Paula Lamego Balbino Nogueira, para cometer o crime. Ela também foi alvo das apurações por porte ilegal de arma de fogo e por prevaricação, e acabou afastada do cargo.
Como os delitos imputados a Ana Paula — prevaricação e porte ilegal de arma de fogo — não são crimes dolosos contra a vida, o processo dela não será analisado pelo Tribunal do Júri. O caso foi remetido a uma vara criminal comum.
O crime ocorreu em 11 de agosto de 2025, em Belo Horizonte. Segundo a investigação, após se irritar no trânsito com um caminhão de lixo que seguia pela rua, Renê da Silva Nogueira Júnior atirou contra o gari Laudemir de Souza Fernandes, que trabalhava na coleta de resíduos, e também ameaçou a motorista do veículo.
Uma semana depois, ele confessou ter efetuado o disparo contra Laudemir. Na ocasião, o Ministério Público pediu o bloqueio de R$ 3 milhões em bens do casal, com o objetivo de garantir eventual indenização à família da vítima.
Renê Júnior, de 48 anos, é ex-empresário do ramo alimentício. Casado com a delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira, apresentava-se nas redes sociais como “cristão, patriota, marido e pai”. Ele está preso desde o dia do crime.