Acusado de matar o gari Laudemir Fernandes será julgado por júri popular em BH

Justiça de Minas mantém prisão preventiva de Renê da Silva Nogueira Júnior, que responderá por homicídio, ameaças, tentativa de fraude processual e porte ilegal de arma; esposa delegada é investigada e afastada do cargo

29/01/2026 às 10:46 por Redação Plox

A Justiça de Minas Gerais decidiu, nesta quarta-feira (28), que Renê da Silva Nogueira Júnior, acusado de assassinar o gari Laudemir de Souza Fernandes, será submetido a júri popular. Além de responder por homicídio, ele também foi pronunciado pelos crimes de ameaça contra a motorista do caminhão de coleta, Eledias Aparecida Rodrigues, tentativa de fraude processual e porte ilegal de arma de fogo.

A defesa ainda pode recorrer da decisão.

Na mesma determinação, que encaminha o caso para julgamento pelo Tribunal do Júri em data ainda a ser marcada, a juíza do 1º Tribunal do Júri manteve a prisão preventiva de Renê e rejeitou o pedido da defesa para que o processo tramitasse em sigilo.


Além de homicídio, Renê da Silva Nogueira Júnior responderá pelo crime de ameaça contra a motorista do caminhão. Data do julgamento ainda será definida.

Além de homicídio, Renê da Silva Nogueira Júnior responderá pelo crime de ameaça contra a motorista do caminhão. Data do julgamento ainda será definida.

Foto: Reprodução/Vídeo

Acusado virou réu e segue preso desde o dia do crime

Em setembro de 2025, Renê passou à condição de réu no processo. De acordo com as investigações, ele teria usado uma pistola calibre 380, pertencente à esposa, a delegada da Polícia Civil Ana Paula Lamego Balbino Nogueira, para cometer o crime. Ela também foi alvo das apurações por porte ilegal de arma de fogo e por prevaricação, e acabou afastada do cargo.

Como os delitos imputados a Ana Paula — prevaricação e porte ilegal de arma de fogo — não são crimes dolosos contra a vida, o processo dela não será analisado pelo Tribunal do Júri. O caso foi remetido a uma vara criminal comum.

Discussão no trânsito terminou em morte de gari

O crime ocorreu em 11 de agosto de 2025, em Belo Horizonte. Segundo a investigação, após se irritar no trânsito com um caminhão de lixo que seguia pela rua, Renê da Silva Nogueira Júnior atirou contra o gari Laudemir de Souza Fernandes, que trabalhava na coleta de resíduos, e também ameaçou a motorista do veículo.

Uma semana depois, ele confessou ter efetuado o disparo contra Laudemir. Na ocasião, o Ministério Público pediu o bloqueio de R$ 3 milhões em bens do casal, com o objetivo de garantir eventual indenização à família da vítima.

Renê Júnior, de 48 anos, é ex-empresário do ramo alimentício. Casado com a delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira, apresentava-se nas redes sociais como “cristão, patriota, marido e pai”. Ele está preso desde o dia do crime.

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