Caso da corretora de imóveis morta em Caldas Novas: principais informações até agora

Síndico do prédio onde Daiane Alves morava confessa assassinato após discussão e é apontado como responsável por abandonar o corpo em área de mata; ele e o filho foram presos suspeitos de envolvimento

29/01/2026 às 06:35 por Redação Plox

A corretora de imóveis Daiane Alves foi encontrada morta após 42 dias de desaparecimento, em uma área de mata em Ipameri, no sul de Goiás. A Polícia Civil segue investigando para esclarecer a dinâmica do crime. O síndico do prédio onde ela morava, Cleber Rosa de Oliveira, e o filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, foram presos suspeitos de envolvimento no caso.


Cleber Rosa de Oliveira foi preso após confessar ter matado a corretora Daiane Alves de Souza, em Caldas Novas

Cleber Rosa de Oliveira foi preso após confessar ter matado a corretora Daiane Alves de Souza, em Caldas Novas

Foto: Reprodução/ TV Anhanguera


De acordo com a Polícia Civil, Cleber confessou ter assassinado Daiane Alves de Souza após uma discussão acalorada. A prisão dele e a localização do corpo ocorreram na quarta-feira (28). Um porteiro do prédio onde a vítima morava, e onde foi vista pela última vez, também foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos. O nome dele não foi divulgado. Daiane, além de morar no condomínio, cuidava de apartamentos da família no local.

A investigação tenta responder, entre outros pontos, quando o crime aconteceu, onde o corpo foi encontrado, o que já foi apurado pela polícia, como era a relação entre a corretora e o síndico e por quais crimes pai e filho são investigados.

Quando e onde aconteceu o desaparecimento

Daiane desapareceu em 17 de dezembro, em Caldas Novas. Na data, ela desceu ao subsolo do prédio onde morava para verificar o desligamento de energia do próprio apartamento. A família notou sua ausência e comunicou o sumiço à Polícia Civil no dia seguinte, 18 de dezembro.

Local e condições em que o corpo foi encontrado

O corpo da corretora foi abandonado a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, às margens da GO-213, rodovia que liga o município a Ipameri e Pires do Rio. Segundo a investigação, o corpo foi deixado na região pelo síndico.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e realizou a retirada dos restos mortais, que estavam em uma área de barranco. Os restos mortais foram levados para Goiânia e permanecem no Instituto Médico Legal, onde passam por perícia.

O que a polícia já apurou até agora

Em entrevista coletiva, a Polícia Civil informou que o crime teria sido cometido em um intervalo de cerca de oito minutos. Em depoimento, Cleber afirmou que saiu sozinho do condomínio, dirigindo sua picape, após colocar o corpo de Daiane na carroceria.

Imagens de câmeras de segurança mostram o síndico saindo do prédio por volta das 20h do dia do desaparecimento. A polícia aponta que o tempo entre o momento em que Daiane desce pelo elevador e a circulação de outros moradores no subsolo é muito curto, o que reforça a necessidade de acesso irrestrito ao prédio e ao sistema de vigilância para a prática do crime sem ser visto.

Que tivesse o controle das câmeras de segurança e que teve um prazo muito curto para cometer esse delito, porque ela desce do elevador às 19h e às 19h08 uma moradora aparece e não nota nada. delegado André Luiz

Até o momento, 22 pessoas foram ouvidas. Segundo a Polícia Civil, apenas Cleber teria as condições de praticar o crime sem ser flagrado, devido ao acesso que possuía ao prédio e às câmeras.

Histórico de conflitos entre a corretora e o síndico

De acordo com a Polícia Civil, Daiane e o síndico mantinham um histórico de brigas e denúncias envolvendo perseguição, cortes de energia e agressões.

Há 12 processos na Justiça relacionados aos dois, desde o início dos conflitos, em fevereiro de 2025. Segundo o Ministério Público, o síndico monitorava a movimentação de Daiane e de hóspedes pelas câmeras do condomínio e enviava imagens à própria irmã.

Dados do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) indicam que os processos envolvendo Daiane e Cleber incluem acusações de calúnia, difamação e lesão corporal contra a corretora. Daiane também foi denunciada por violação de domicílio, conforme os registros do TJ-GO.

Por quais crimes pai e filho são investigados

Segundo o delegado responsável pelo caso, Cleber foi preso como suspeito de homicídio. Já o filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, é investigado por, supostamente, ter ajudado o pai e por possível obstrução da investigação.

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