Anvisa manda recolher lote de sardinha congelada após detecção de Salmonella

Medida atinge o produto “Peixe Congelado Sardinha Laje”, da JMS Indústria e Comércio de Pescados, e suspende venda, distribuição e uso do lote 13099022444.

29/04/2026 às 07:35 por Redação Plox

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de um lote de sardinha congelada após a identificação da bactéria Salmonella spp., conforme resolução publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (29).

A medida atinge o produto “Peixe Congelado Sardinha Laje” (espalmada e eviscerada), da empresa JMS Indústria e Comércio de Pescados. Segundo a agência, análises laboratoriais detectaram a presença da bactéria em amostras de 25 gramas do alimento, caracterizando “resultado microbiológico insatisfatório e condição de impropriedade para consumo humano”.


A medida atinge o produto “Peixe Congelado Sardinha Laje” (espalmada e eviscerada), da empresa JMS Indústria e Comércio de Pescados

A medida atinge o produto “Peixe Congelado Sardinha Laje” (espalmada e eviscerada), da empresa JMS Indústria e Comércio de Pescados

Foto: Freepik


Lote atingido e suspensão imediata

O recolhimento envolve o lote 13099022444. A Anvisa determinou a suspensão imediata da comercialização, distribuição e uso do produto, além do recolhimento voluntário das unidades que já estão no mercado.

Esse tipo de medida é adotado quando há risco sanitário direto ao consumidor, mesmo que não haja, necessariamente, registros públicos de casos de intoxicação associados ao lote.

Orientações para quem comprou o produto

Consumidores que tenham adquirido sardinhas desse lote devem interromper o consumo imediatamente.

A orientação é procurar o local de compra ou entrar em contato com o fabricante para obter informações sobre devolução ou descarte. Caso haja dificuldade para ressarcimento, também é possível acionar os órgãos de defesa do consumidor.

O que é a salmonella e quais são os riscos

A Salmonella é uma bactéria associada a infecções gastrointestinais, geralmente transmitidas por alimentos contaminados, especialmente de origem animal.

Entre os sintomas mais comuns estão diarreia, febre, dor abdominal, náuseas e vômitos. Eles costumam aparecer entre seis e 48 horas após o consumo do alimento contaminado e, na maioria dos casos, duram alguns dias.

Em grupos mais vulneráveis — como crianças, idosos, gestantes e pessoas com imunidade comprometida — a infecção pode evoluir para quadros mais graves, com risco de desidratação e necessidade de internação.

Distribuição e próximos passos

A Anvisa não detalhou quantas unidades foram distribuídas nem em quais estados o produto foi comercializado.

A empresa responsável deve conduzir o recolhimento e adotar medidas para evitar novos casos, sob monitoramento da agência sanitária. A recomendação geral é que consumidores acompanhem comunicados oficiais e evitem consumir produtos de origem desconhecida ou sem procedência clara.

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