PF deflagra operação nacional contra abuso sexual infantil e cumpre 159 mandados
Ação ocorre nesta terça (28) em todos os estados e no DF, com 16 mandados de prisão e foco em identificar e prender suspeitos de crimes contra crianças e adolescentes.
Para evitar que viagens de brasileiros aos jogos da Copa do Mundo abram espaço para a reintrodução do sarampo no país, o Ministério da Saúde lançou nesta quarta-feira (29) a campanha Vacinar é muito Brasil. A iniciativa convoca viajantes a atualizarem a caderneta de vacinação antes do embarque para Estados Unidos, Canadá e México, países que receberão a competição e que, juntos, concentram 67% dos casos de sarampo registrados nas Américas nos últimos anos.
Ministério da Saúde lançou nesta quarta-feira (29) a campanha Vacinar é muito Brasil.
Foto: Divulgação/Rafael Nascimento/MS
Em 2026, até o dia 11 de abril, foram confirmadas cerca de 17 mil infecções nas Américas — mais de 10 mil no México, 1792 nos Estados Unidos e 907 no Canadá. A Guatemala também é citada como outro país em surto.
O Brasil mantém o status de país livre da doença, reconquistado em 2024, apesar de ocorrências pontuais. Neste ano, foram confirmadas três infecções: uma bebê do estado de São Paulo contaminada na Bolívia; um homem da Guatemala, que apresentou sintomas também em São Paulo; e uma jovem do Rio de Janeiro que trabalha em um hotel com grande trânsito de turistas internacionais.
Durante o lançamento da campanha, na sede do projeto social Gol de Letra, no Rio de Janeiro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que a prioridade, neste momento, é o público que fará viagens internacionais, diante do risco representado pelos surtos em outros países.
Primeiro esse público que está indo para Copa, porque são os três países que têm explosão de casos de sarampo no continente americano
Alexandre Padilha
Na mesma ocasião, Padilha afirmou que há uma mobilização voltada a pessoas que têm contato com turistas, como trabalhadores de hotel, restaurantes, táxi e transporte coletivo, com o objetivo de manter a proteção do país.
O imunizante contra o sarampo é a vacina tríplice viral, que também previne caxumba e rubéola. Para quem pretende viajar, a orientação é tomar a dose pelo menos 15 dias antes do embarque, para chegar ao destino com maior proteção.
Há duas semanas, o ministério adotou adaptações para ampliar a proteção do público viajante. Bebês de 6 meses a 11 meses devem receber a chamada “dose zero”, uma aplicação extra antes da idade habitual de imunização.
Já pessoas de 12 meses a 29 anos devem tomar duas doses, com intervalo de um mês. Adultos de 30 a 59 anos precisam de uma dose. Idosos, em geral, não recebem a vacina por provável imunidade adquirida ao longo da vida, mas podem ter acesso caso viagem para áreas de risco e estejam em boas condições de saúde.
Apesar do alerta especial para viajantes, Padilha destacou que todas as pessoas de 1 a 59 anos que não tiverem comprovante de vacinação devem procurar uma unidade de saúde.
O ministro também defendeu a segurança do imunizante produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e disse que o país tem avançado no enfrentamento ao negacionismo e ao movimento antivacina.
Padilha lembrou que o Brasil já havia se tornado área livre da doença em 2016, mas perdeu o certificado em 2019, após novos surtos iniciados por casos importados. Segundo ele, o cenário foi agravado por campanha contra a vacina, cortes de investimentos em saúde e redução das coberturas vacinais, com recuperação do status em 2023.
O ministro alertou ainda para o potencial de agravamento do sarampo, que pode evoluir como uma espécie de pneumonia e levar a internação e óbito, como ocorreu quando houve novo surto no Brasil.