PF deflagra operação nacional contra abuso sexual infantil e cumpre 159 mandados
Ação ocorre nesta terça (28) em todos os estados e no DF, com 16 mandados de prisão e foco em identificar e prender suspeitos de crimes contra crianças e adolescentes.
O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom-BC) decidiu, nesta quarta-feira (29), reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual. Com o segundo corte consecutivo, a Selic passou a 14,50%.
A decisão foi tomada em um momento de aceleração do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), impulsionada pela alta dos combustíveis — movimento associado aos efeitos da guerra no Oriente Médio sobre o preço do barril de petróleo. Em comunicado, o comitê avaliou que o cenário demanda cautela de países emergentes diante de um ambiente marcado por elevada volatilidade de preços.
Prédio do Banco Central em Brasília
Foto: • Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
A redução já era esperada por especialistas do mercado financeiro, segundo o levantamento do Boletim Focus divulgado na segunda-feira (27). A leitura predominante é que a Selic teria pouco efeito para conter o choque de preços relacionado à guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.
Dados do IBGE indicam que a prévia da inflação subiu 0,89% em abril, com destaque para os preços de alimentação e bebidas (1,46%) e de transportes (1,34%). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,39% e, em 12 meses, de 4,37%, acima dos 3,90% registrados nos 12 meses encerrados em março. Nesse contexto, o comitê ressaltou que as projeções de inflação estão mais distantes da meta de 3% da política monetária.
A incerteza acerca dessas projeções foi elevada consideravelmente, em função da falta de clareza sobre a duração dos conflitos e de seus efeitos sobre os condicionantes dos modelos de projeção analisados. O Comitê julgou apropriado dar sequência ao ciclo de calibração da política monetária, na medida em que o período prolongado de manutenção da taxa básica de juros em patamar contracionista propiciou evidências da transmissão da política monetária sobre a desaceleração da atividade
Copom
Para o economista sênior do Banco Inter, André Valério, a perspectiva de petróleo mais caro tende a manter a pressão sobre os preços no curto prazo, elevando a necessidade de cautela por parte do Copom nas próximas reuniões.
O Banco Inter espera que a Selic média seja mais alta ao longo de 2026 e projeta que a taxa termine o ano em 12,75%. Mesmo com inflação mais elevada em 2026 e 2027, a avaliação é que os juros seguem em nível bastante restritivo por um período prolongado, o que tem contribuído para a desaceleração da demanda.