PF deflagra operação nacional contra abuso sexual infantil e cumpre 159 mandados
Ação ocorre nesta terça (28) em todos os estados e no DF, com 16 mandados de prisão e foco em identificar e prender suspeitos de crimes contra crianças e adolescentes.
O governo Lula (PT) prepara um documento para orientar empresas brasileiras na elaboração de planos de combate à desigualdade salarial de gênero e raça. A cartilha, elaborada pelo Ministério das Mulheres, deve ser lançada ainda neste semestre, com previsão de publicação até julho.
O material foi apresentado ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta semana, após a divulgação do 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios. O levantamento apontou que as mulheres empregadas no setor privado recebem cerca de 21,3% a menos que os homens.
Governo Lula (PT) prepara um documento para orientar empresas brasileiras na elaboração de planos de combate à desigualdade salarial de gênero e raça.
Foto: Divulgação/App da Carteira de Trabalho| Marcelo Camargo/Agência Brasil
A desigualdade salarial sob o recorte de gênero aumentou desde 2023, mesmo com a sanção, naquele ano, de uma lei federal voltada a garantir igualdade de salários entre homens e mulheres que exercem a mesma função.
Para a secretária nacional de Autonomia Econômica e Política de Cuidados, Joana Passos, o documento tem o objetivo de traduzir a legislação em medidas práticas, com metas, prazos e ações concretas a serem implementadas pelas empresas.
Eu tenho que olhar para a mulher de um modo diferente. E eu não estou falando exclusivamente da mulher que é mãe. Muitas mulheres que optam por não ser mães, mesmo assim assumem determinados papeis de cuidado. E isso precisa ser levado em conta. Logo, as políticas para mulheres precisam pensar processos de inserção, promoção e capacitação
Joana Passos
O documento é dividido em cinco diretrizes:
Ao SBT News, Joana Passos defendeu que as mudanças propostas às corporações não acarretam prejuízos financeiros e avaliou que, além de ajustes nas rotinas do setor produtivo, será necessária uma mudança cultural, o que leva tempo.
Segundo a gestão petista, a cartilha será distribuída em todo o país com a ajuda de governos estaduais e municipais. O formato de distribuição, que deve contar com o auxílio do Sistema S e de centrais sindicais, ainda está em definição.