PF deflagra operação nacional contra abuso sexual infantil e cumpre 159 mandados
Ação ocorre nesta terça (28) em todos os estados e no DF, com 16 mandados de prisão e foco em identificar e prender suspeitos de crimes contra crianças e adolescentes.
Aliados do governo passaram a temer que uma articulação do senador Davi Alcolumbre (União-AP) derrube a nomeação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. A preocupação cresceu enquanto o advogado-geral da União seguia, na tarde desta quarta-feira, em sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
Aliados do governo passaram a temer que uma articulação do senador Davi Alcolumbre (União-AP) derrube a nomeação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
Com o risco de derrota, governistas pediram uma reunião de emergência ao presidente do Senado. Contrário à escolha de Messias, Alcolumbre aceitou recebê-lo na semana passada, mas não se comprometeu a apoiá-lo.
Mais cedo, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), deu a entender que Alcolumbre estaria atuando contra a aprovação do indicado. Questionado sobre a participação do presidente do Senado nas negociações de última hora, respondeu em tom de ironia:
Se ele estiver operando, é bom sinal, porque está vendo que nós vamos ganhar.
Jaques Wagner (PT-BA)
Apesar do discurso público de otimismo, um dos principais articuladores do Planalto contabiliza, até o momento, apenas 39 votos no plenário. O número é dois a menos do que os 41 necessários para aprovar a indicação ao Supremo.
Em outra frente, líderes evangélicos passaram a fazer plantão no Senado em busca de votos para aprovar a indicação. Os pastores Samuel Ferreira e Abner Ferreira, da Assembleia de Deus Madureira, fizeram corpo a corpo em gabinetes e no plenário da CCJ.
Uma eventual rejeição de Jorge Messias seria um fato inédito em mais de um século. A última vez em que o Senado barrou a indicação de um ministro do Supremo foi em 1894, durante o governo Floriano Peixoto.