Prefeita de Campo Grande sanciona lei que proíbe mulheres trans em banheiros femininos

Norma determina uso de banheiros, vestiários e espaços similares conforme o sexo biológico e já é alvo de representação no Ministério Público

29/04/2026 às 10:13 por Redação Plox

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), sancionou uma lei que proíbe mulheres trans de utilizarem banheiros femininos em espaços públicos e privados de uso coletivo na capital sul-mato-grossense.

A norma foi aprovada pela Câmara Municipal e publicada no Diário Oficial de Campo Grande na quarta-feira (22/4). O texto integra a chamada Política Municipal de Proteção da Mulher e determina que banheiros, vestiários e espaços semelhantes sejam usados conforme o sexo biológico.


O Ministério Público de Mato Grosso do Sul informou que recebeu uma representação contra a norma pela ouvidoria

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul informou que recebeu uma representação contra a norma pela ouvidoria

Foto: Divulgação


Prefeita diz que medida protege direitos das mulheres

teve que fazer o óbvio

Adriane Lopes

Ao defender a medida, a prefeita afirmou ainda: “Eu respeito todas as opções sexuais, mas cheguei ao óbvio de ter que defender, não só os meus direitos, mas os das mulheres de Campo Grande”. Em outra declaração, disse: “Ou nós resguardamos os nossos direitos, ou perdemos a identidade de mulher”.

Vereador sustenta que objetivo é evitar constrangimentos

O projeto foi defendido pelo vereador André Salineiro (PL), que argumentou que a regra busca “resguardar a intimidade” e evitar constrangimentos em espaços de uso coletivo.

Ministério Público recebe representação e avalia medidas

A lei já enfrenta reação. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul informou que recebeu, pela Ouvidoria, uma representação contra a norma. O caso será analisado pelo procurador-geral de Justiça, que avalia eventual cabimento de Ação Direta de Inconstitucionalidade.

Entidades e movimentos criticam a nova regra

Entidades de direitos humanos e movimentos LGBTQIA+ também criticaram a medida. O Instituto Jordão Santana classificou a lei como um “grave retrocesso social, jurídico e humano” e afirmou que a norma atinge a dignidade e os direitos fundamentais da população trans.

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