Moraes dá 90 dias para PF periciar câmeras corporais de policiais em operação no Rio

Prazo começará após entrega integral das mídias físicas com imagens originais; governo do RJ e MPRJ poderão indicar trechos de interesse em 10 dias

29/04/2026 às 17:27 por Redação Plox

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu nesta quarta-feira (29) um prazo de 90 dias para que a Polícia Federal (PF) realize a perícia nas imagens registradas pelas câmeras corporais de policiais que atuaram na Operação Contenção.

A ação, deflagrada contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, em outubro do ano passado, é descrita como a operação mais letal do estado e deixou mais de 120 mortos, incluindo cinco policiais


Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF),dá 90 dias para PF periciar câmeras corporais de policiais em operação no Rio.

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil


Prazo começa após entrega integral das mídias

Na decisão, Moraes determinou que o prazo de 90 dias passará a contar somente depois que a PF receber todas as imagens em mídias físicas, conforme solicitação da própria corporação.

No dia 15 deste mês, a PF pediu ao ministro que a Polícia Militar do Rio enviasse as gravações no formato original, para permitir a verificação da integridade do material. A medida foi tomada após peritos da PF relatarem que não conseguiram abrir os arquivos digitais.

STF autoriza indicação de trechos para acelerar análise

Para acelerar o trabalho pericial, a PF também solicitou que os trechos considerados relevantes fossem indicados de forma objetiva, pedido que foi autorizado pelo ministro.

Determino ao governo do estado do Rio de Janeiro e Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que promovam, no prazo dez dias, a indicação precisa e objetiva dos trechos de interesse nas 4.500 horas de gravação da PMERJ, delimitando os eventos e condutas relevantes para a apuração

Alexandre de Moraes

Ministro libera acesso a laudos necroscópicos

Alexandre de Moraes também autorizou o Ministério Público a ter acesso aos laudos necroscópicos das pessoas mortas durante a operação.

Decisão ocorre no âmbito da ADPF das Favelas

A decisão foi tomada no processo conhecido como ADPF das Favelas — Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635. Na ação, o STF já determinou diferentes medidas voltadas à redução da letalidade em operações realizadas em comunidades do Rio de Janeiro.

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