Polícia Civil do RJ mira Oruam e familiares em nova fase da Operação Contenção contra o CV
Ação da DRE cumpre 12 mandados de prisão preventiva e busca desarticular a estrutura financeira do Comando Vermelho, segundo a polícia.
29/04/2026 às 08:02por Redação Plox
29/04/2026 às 08:02
— por Redação Plox
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta quarta-feira (29) mais uma etapa da Operação Contenção, investigação voltada ao combate da expansão territorial do Comando Vermelho (CV) e ao desmonte da estrutura financeira da facção. Entre os alvos estão o rapper Oruam, a mãe dele, Márcia Gama, e o irmão, Lucca Nepomuceno.
A ofensiva é conduzida por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), que cumprem 12 mandados de prisão preventiva expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada em Crime Organizado da Capital. Até a última atualização, ao menos um dos alvos havia sido preso.
Márcia Gama e o filho Oruam
Foto: Reprodução/Instagram @marciiagama
Mandados miram Oruam, mãe e irmão
Oruam já estava na condição de foragido desde fevereiro, por violações relacionadas ao monitoramento eletrônico no processo em que responde por tentativa de homicídio. A acusação é ligada ao episódio ocorrido em julho do ano passado, quando houve confronto e confusão envolvendo policiais na porta da residência do rapper.
Além do cantor, a operação desta quarta-feira também tenta prender a mãe dele, a empresária Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, e o irmão, Lucas Santos Nepomuceno, conhecido como Lucca.
Márcia Gama volta a ser alvo após habeas corpus
Márcia já havia sido alvo de mandado de prisão em março, durante a Operação Contenção Red Legacy, mas não foi localizada na ocasião. Depois, ela deixou a condição de procurada após conseguir habeas corpus concedido pela Justiça fluminense. Agora, voltou a ser alvo de uma nova ordem judicial.
Foco é atingir operadores financeiros e lideranças do CV
Segundo a Polícia Civil, a operação não se limita a integrantes familiares de Marcinho VP, mas integra um esforço mais amplo para atingir operadores financeiros e lideranças do Comando Vermelho. Entre os alvos citados está Marcinho VP, preso desde agosto de 1996.
A lista inclui ainda investigados apontados como responsáveis pela movimentação e ocultação de recursos da organização criminosa. Um dos presos nesta quarta-feira, por exemplo, foi Carlos Alexandre Martins da Silva, identificado como operador financeiro do grupo.