PF pede retirada de faixa com 'ladrão' em prédio onde Lula passaria, em Presidente Prudente

Abordagem foi registrada em vídeo; policiais citaram 'ordens superiores' e parlamentares criticaram a associação automática da mensagem ao presidente.

29/04/2026 às 08:10 por Redação Plox

Agentes da Polícia Federal (PF) abordaram um morador de Presidente Prudente, no interior de São Paulo, nesta segunda-feira (27), para solicitar a retirada de uma faixa com a palavra “ladrão”, nas cores vermelho e branco, instalada na sacada do apartamento. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaria pelo local a caminho de um evento oficial.

Vídeos gravados durante a abordagem mostram os policiais afirmando que ordens superiores poderiam impor a remoção do material. Segundo o registro, a faixa não citava o nome do presidente diretamente.

Agentes da PF abordam cidadão por protesto em SP (Imagem ilustrativa)

Agentes da PF abordam cidadão por protesto em SP (Imagem ilustrativa)

Foto: PF



Faixa não mencionava o presidente e havia outras manifestações no condomínio

De acordo com a descrição do episódio, no mesmo condomínio havia também outras manifestações visuais com frases de apoio a Flávio Bolsonaro (PL).

Agenda oficial teve Alckmin e ministros; Lula não participou

A agenda oficial em Presidente Prudente contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e de ministros de Estado, que participaram de inaugurações nas áreas de saúde e educação no interior paulista. O presidente Lula não compareceu ao compromisso, pois está se recuperando de uma cirurgia para retirada de um câncer de pele.

Parlamentares criticam abordagem

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou a ação e afirmou que não havia menção ao nome do presidente na faixa.

Na faixa não estava nem o nome do Lula… a carapuça serviu?Nikolas Ferreira

O vereador Rubinho Nunes (União Brasil-SP) também questionou a certeza de que a crítica seria direcionada ao presidente, mesmo sem o nome escrito. Já o vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo (PL-SP), classificou o episódio como “absurdo”.

A matéria também informa que há um vídeo completo da abordagem.

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