Polícia prende 15 em operação contra golpe do IPVA com sites falsos do Governo de MG

Grupo é suspeito de estelionato digital e lavagem de dinheiro ao simular páginas oficiais e direcionar vítimas por links patrocinados no Google

29/04/2026 às 11:44 por Redação Plox

A Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou, nesta quarta-feira (29), uma operação para desarticular uma organização criminosa especializada em estelionato digital e lavagem de dinheiro. Ao todo, 15 pessoas foram presas.

Segundo a investigação, o grupo simulava páginas oficiais do Governo de Minas Gerais e do Departamento de Trânsito de Minas Gerais para enganar contribuintes durante o pagamento do IPVA 2024 e 2025.

Imagem ilustrativa

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Foto: Foto: Banco de Imagens/ Freepik


Como funcionava o golpe

De acordo com as apurações, os criminosos criavam sites falsos que imitavam páginas do IPVA e do Detran. As vítimas eram atraídas por meio de links patrocinados no Google e, ao acessarem as páginas fraudulentas, realizavam pagamentos via PIX para empresas de fachada.

Essas empresas usavam nomes semelhantes aos de órgãos públicos, como “Departamento de IPVA” e “Detran Estadual Onnline”, o que ajudava a dar aparência de legitimidade às cobranças.

Movimentação milionária e mandados em três estados

As investigações apontam que, somente em 2024, nove dos principais investigados movimentaram cerca de R$ 27,3 milhões. A maioria dos 24 alvos identificados pela polícia reside em Imperatriz.

Durante a operação desta quarta-feira, foram cumpridos mandados de prisão em diferentes estados: 13 em Imperatriz (MA), um em Aracaju e outro em Aguiarnópolis.

Estrutura dividida em três núcleos

A Polícia Civil informou que a organização criminosa atuava com uma estrutura separada em três núcleos. O primeiro era responsável pela criação das empresas de fachada e pelo recebimento direto dos valores.

O segundo grupo operava como “contas de passagem”, pulverizando o dinheiro para dificultar o rastreamento. Já o terceiro, apontado como o “núcleo duro”, fazia a integração final dos recursos, com saques de grandes quantias em dinheiro para evitar a identificação dos beneficiários.

Investigações seguem em andamento

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas e envolvidos no esquema.

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