Após derrota na indicação de Messias, governo Lula tenta passar imagem de que "está tudo bem"

Presidente manteve tom sereno, reconheceu o papel do Legislativo e governo avalia aguardar estabilização do ambiente político antes de avançar com novo nome

30/04/2026 às 02:03 por Redação Plox

A rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado, nesta quarta-feira (29), provocou reações cautelosas nos bastidores do governo federal.

Segundo relato de um ministro que acompanhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a votação, o chefe do Executivo adotou um tom sereno diante da derrota, considerada histórica. Tanto Lula quanto Messias estariam tentando passar uma imagem de "está tudo bem". Mas o semblante de cada um e o significado dessa derrota, segundo pessoas ligadas ao Planalto, mostram total descontentamento, que só não será totalmente assumido porque Lula vai precisar novamente do Senado para tentar aprovar outro nome,

Lula quer tentar reduzir o impacto institucional

Foto: Reprodução


De acordo com esse auxiliar

De acordo com esse auxiliar, Lula afirmou que a decisão faz parte do processo democrático e reconheceu o papel do Legislativo.

Eu tenho o direito de indicar e o Senado tem o direito de aprovar ou de rejeitar teria dito o presidente após a confirmação do resultado, que terminou com 42 votos contrários e 34 favoráveis à indicação.


Ao comentar a derrota de sua indicação, feita por Lula, Messias disse que é preciso saber perder

Ao comentar a derrota de sua indicação, feita por Lula, Messias disse que é preciso saber perder

Foto: Reprodução


A derrota é inédita

A derrota é inédita em mais de 130 anos de história da República, marcando a primeira vez que o Senado rejeita formalmente um nome indicado pelo presidente para a mais alta Corte do país.

O episódio é visto como um revés político significativo para o governo, embora a postura adotada por Lula indique tentativa de reduzir o impacto institucional da decisão.

Ainda segundo integrantes do governo

Ainda segundo integrantes do governo, o presidente evitou qualquer reação mais contundente que pudesse ser interpretada como confronto com o Congresso Nacional.

A estratégia, de acordo com fontes ouvidas, é aguardar o ambiente político se estabilizar antes de definir os próximos passos.

Com a vaga aberta no STF

Com a vaga aberta no STF, Lula poderá indicar um novo nome a qualquer momento até o fim de seu mandato, em dezembro.

Nos bastidores, a expectativa é de que a escolha seja feita com maior articulação política para evitar novo desgaste no Senado.

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