PF deflagra operação nacional contra abuso sexual infantil e cumpre 159 mandados
Ação ocorre nesta terça (28) em todos os estados e no DF, com 16 mandados de prisão e foco em identificar e prender suspeitos de crimes contra crianças e adolescentes.
Um torcedor argentino, de 29 anos, foi preso após fazer gestos racistas durante o jogo entre Cruzeiro e Boca Juniors, pela Libertadores, na noite dessa terça-feira (28), no Mineirão, na região da Pampulha, em Belo Horizonte. A ação foi registrada por torcedores.
Segundo relato de um segurança à Polícia Militar, o homem foi visto imitando um macaco e estaria tentando provocar um tumulto. O argentino mora e trabalha em Belo Horizonte. Ele foi encaminhado ao Ceresp Gameleira e pode pegar pena de até cinco anos pelo crime.
Argentino é preso por gestos racistas em jogo contra o Cruzeiro no Mineirão.
Foto: Instagram @jcsassis e @radioetvelo/Reprodução
Dentro de campo, o Cruzeiro venceu o Boca Juniors (Argentina) por 1 a 0. Com o resultado, a Raposa chegou à liderança do Grupo D, com seis pontos — mesma pontuação da equipe argentina, que aparece na segunda colocação.
A classificação ainda pode mudar, já que Universidad Católica (Chile) e Barcelona de Guayaquil (Equador) ainda jogam na rodada.
Em janeiro de 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei que equiparou a injúria racial ao racismo no Brasil. Com a mudança, quem comete injúria passa a enfrentar punições mais severas.
A legislação enquadra uma série de situações como crime de racismo, como recusar ou impedir acesso a estabelecimento comercial e impedir o acesso às entradas sociais em edifícios públicos ou residenciais.
Já a injúria racial é a discriminação que não se dirige ao coletivo, mas a uma pessoa específica. Trata-se do uso de palavras depreciativas referentes à raça ou cor, com a intenção de ofender a honra da vítima — como em episódios registrados no futebol, quando jogadores negros são chamados de “macacos” e outros termos ofensivos.
Com a equiparação, quem comete injúria racial pode sofrer reclusão de dois a cinco anos. Antes, a legislação previa pena de um a três anos.
A pena pode dobrar caso duas pessoas ou mais cometam o crime. Também houve aumento do tempo de reclusão quando a injúria racial ocorre em eventos esportivos ou culturais e quando é praticada com finalidade humorística.
A mudança se alinhou ao entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal), que, em outubro de 2021, decidiu que a injúria racial também deveria ser considerada imprescritível e inafiançável, assim como o crime de racismo.