Homem é preso ao retirar encomenda com remédio do Paraguai em Ipatinga (MG)
Polícia Militar apreendeu 21 frascos de tirzepartida, medicamento para controle de diabetes de fabricante não homologado, após alerta da diretoria do presídio
A Vale está abrindo um reservatório no leito do Córrego do Vieira entre mata e pastos, em Barão de Cocais. A área fica a menos de três quilômetros da Barragem Sul Superior, da mina de Gongo Soco, e tem cerca de 70 mil metros. O depósito possui cerca de 40 metros de fundura e deve deter a grande quantidade de rejeitos que descerem da barragem, caso ela venha a se romper motivada pela queda do talude.

Vale abre reservatório para contenção de rejeito, caso haja rompimento- Foto: Reprodução/YouTube/Imagem Ilustrativa
No Córrego do Vieira, as muitas máquinas pesadas estão trabalhando em ritmo acelerado e correndo contra o tempo. Isso, porque apesar da probabilidade informada ontem, 28 de maio, pelo diretor da Vale, Marcos Barros, de que o material do talude deve cair no interior da cava, os relatórios de geotecnia, mostram que o talude apresentava um deslocamento médio de quatro centímetros por dia, com desprendimento médio de 19,7 centímetros e de 24 centímetros em alguns setores por dia.
Apesar das precauções por parte da mineradora, o major da Defesa Civil do Estado (Cedec) Marcos Afonso Pereira, mostra o cenário atual na mina de Gongo Soco> “Temos análises que mostram que a parte inferior está descendo mais rápido, o que demonstra um escorregamento e não um descolamento de placa. Ou seja, ele pode se acomodar no fundo da mina e não provocar um impacto muito grande que sirva de gatilho para um rompimento”, estima. O local é monitorado pela Vale e Defesa Civil do Estado 24 horas por dia. O major continua: “Caindo o maciço ou não, a situação da barragem segue delicada e sob risco. Há várias ações em curso”, afirmou.
A barragem da Vale foi desativada em 2016, mas segue desde o final de março no nível 3 para alerta de rompimento. Já o talude começou a se movimentar com intensidade próximo do dia 15 deste mês. Moradores que se avizinham a uma distância de até 10 quilômetros da barragem, nas zonas de autossalvamento (ZAS), foram removidos do local em fevereiro, e em março, quem reside na zona secundária já passaram por treinamentos.