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Ídolo do basquete brasileiro passou mal, foi internado às pressas e teve a morte confirmada nesta sexta-feira (17/4); causa não foi divulgada
Em meio a uma crise diplomática com Israel, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) removeu o embaixador brasileiro em Israel, Frederico Meyer, transferindo-o para a Suíça. Meyer assumirá o cargo de representante do Brasil junto à Conferência do Desarmamento, em Genebra. A nomeação foi oficializada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quarta-feira (29).

A crise diplomática entre Brasil e Israel intensificou-se após declarações controversas de Lula. Em fevereiro, o presidente ordenou o retorno de Meyer ao Brasil em protesto contra um sermão público do ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz. Katz fez as declarações no Museu do Holocausto, em Jerusalém, após Meyer ser convocado para explicar os comentários de Lula comparando a ofensiva israelense na Faixa de Gaza ao Holocausto.
Durante o pronunciamento, Israel Katz afirmou que Lula era "persona non grata" em Israel até que se retratasse e pedisse desculpas. A resposta brasileira foi firme: em vez de desculpas, o governo brasileiro chamou Meyer de volta, suspendendo efetivamente as relações diplomáticas com Israel. Nos dias seguintes, Katz insistiu que Lula deveria se retratar, mas não houve resposta positiva por parte do Brasil.
Frederico Meyer, que havia retornado a Tel Aviv na sexta-feira (24) após quase três meses fora do país, não reassumiu suas funções diplomáticas. Com sua transferência para a Suíça, o diplomata Fábio Moreira Farias, que era o número dois da embaixada, passou a responder pelo escritório de representação brasileira em Israel.
A nomeação de Meyer para a Conferência do Desarmamento marca uma tentativa do governo brasileiro de reorientar sua política externa em meio às tensões crescentes com Israel.