Aluno do Exército morre aos 20 anos por febre maculosa após treinamento em área de mata em Jundiaí

O Comando do Exército confirmou a morte e informou que apura o local exato do contágio, além de prestar assistência à família.

29/06/2026 às 14:02 por Redação Plox

Um militar de 20 anos, aluno do Curso de Formação e Graduação de Sargentos da Escola de Sargentos das Armas (ESA), morreu no sábado (27) após complicações de febre maculosa, depois de participar de um exercício de instrução em Jundiaí (SP). A morte foi confirmada pelo Comando do Exército nesta segunda-feira (29).

Aluno do curso de formação de sargentos do Exército morre de febre maculosa após participar de exercício em Jundiaí (SP)

Aluno do curso de formação de sargentos do Exército morre de febre maculosa após participar de exercício em Jundiaí (SP)

Foto: Google Street View/Reprodução


De acordo com as informações divulgadas, o estudante Pedro Henrique Freiman Pereira esteve entre 8 e 11 de junho no 12º Grupo de Artilharia Antiaérea (12º GAAAe), unidade militar localizada em Jundiaí, para uma atividade regular realizada em área de mata. O Exército informou que apura o local exato do contágio e que presta assistência à família.

O militar começou a apresentar febre e dores no dia 17 de junho e, com a piora do quadro, foi transferido para o Hospital Militar de Área de São Paulo (HMASP), na capital paulista, onde recebeu tratamento intensivo, mas não resistiu.

Prefeitura diz que aguarda notificação e monitora situação

Procurada, a Prefeitura de Jundiaí informou que acompanha o caso e aguarda notificação oficial. Segundo o município, em 2026 a cidade contabilizava até então um caso confirmado de febre maculosa, sem mortes registradas. Em 2025, houve um caso confirmado que evoluiu para óbito.

O que é febre maculosa e por que o diagnóstico rápido é decisivo

A febre maculosa é uma infecção grave transmitida principalmente pela picada do carrapato-estrela infectado. Não há transmissão direta de pessoa para pessoa. O Ministério da Saúde aponta que o período de incubação costuma ser de cerca de sete dias, podendo variar de 2 a 14 dias, e reforça que a suspeita deve levar ao início imediato do tratamento, sem esperar confirmação laboratorial.

Autoridades de saúde orientam que pessoas que frequentaram áreas de mata, pastagens, beiras de rios e locais com possível presença de carrapatos procurem atendimento médico rapidamente ao surgirem sintomas como febre súbita, dor no corpo e dor de cabeça — e informem, já na triagem, a possível exposição.

As circunstâncias do contágio ainda serão investigadas pelas instâncias responsáveis, incluindo a definição do provável local de infecção.

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