Líder do PL presta apoio a Zambelli e diz que deputada pedirá asilo

Deputada foi detida na Itália e, segundo seu advogado, apresentou-se às autoridades para solicitar proteção internacional

Por Plox

29/07/2025 19h27 - Atualizado há cerca de 1 mês

Em meio a um cenário conturbado na política brasileira, a deputada federal licenciada Carla Zambelli foi detida na Itália, onde se encontra há aproximadamente dois meses. A informação foi confirmada nesta terça-feira (29) pelo Ministério da Justiça e pela Polícia Federal, após sua inclusão na lista vermelha da Interpol.


Imagem Foto: Câmara dos Deputados


Condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão por envolvimento na invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023, Zambelli deixou o Brasil antes que sua pena começasse a ser cumprida. Desde então, era considerada foragida pelas autoridades nacionais.



Em reação à prisão, o deputado federal Sóstenes Cavalcante, líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, manifestou publicamente o apoio da legenda à parlamentar. Segundo ele, a bancada expressa “total solidariedade” à colega e considera sua iniciativa de se apresentar às autoridades italianas um “gesto firme e consciente”.


Cavalcante informou que o advogado de Zambelli, Dr. Pagnozzi, garantiu que ela não foi capturada, mas sim se entregou de forma voluntária para dar início ao processo de solicitação de asilo político, além de se posicionar contra sua extradição para o Brasil.


Em nota à imprensa, o líder do PL fez duras críticas ao sistema judiciário brasileiro.
“O Brasil passa a testemunhar, com perplexidade, o constrangimento diplomático e democrático de ver uma parlamentar federal buscar proteção internacional por não encontrar, em seu próprio país, as garantias mínimas do Estado de Direito”

, declarou o deputado.


Além disso, Cavalcante argumentou que o Judiciário concentra hoje poderes que, segundo ele, não estão previstos na Constituição: “Julga, censura, legisla, investiga e pune. Tudo sem controle, sem prazo, sem transparência e, principalmente, sem oposição que possa reagir sem ser punida.” Para ele, essa conjuntura representa uma “ruptura institucional em construção”.


Com os perfis oficiais de Zambelli, de sua mãe e de seu filho retirados das redes sociais por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, o líder do PL fez um apelo direto aos demais parlamentares: “Se o Parlamento aceitar calado o exílio político de seus membros, a censura de seus líderes e a criminalização da oposição, estará assinando sua própria rendição. Não será por golpe, será por omissão.”



Ele finalizou seu posicionamento com um alerta: “Hoje é Carla Zambelli. Amanhã, será qualquer um de nós.”


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