PF aponta promoção sem experiência mínima e omissão de panes em voo da Voepass
Relatório final sobre a queda do voo 2283, em Vinhedo (SP), cita relatos de pressão para não registrar falhas técnicas; acidente matou 62 pessoas.
A forte desaceleração da prévia da inflação em julho aumentou a expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduza a taxa Selic em 0,25 ponto percentual na próxima semana, de 14,25% para 14% ao ano. O resultado, porém, não garante o corte, já que o Banco Central também considera o cenário externo, as contas públicas e as projeções de inflação para os próximos anos.
A expectativa do mercado é que o ano se encerre com a taxa Selic em 14%
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O IPCA-15 avançou 0,06% no Brasil em julho, após alta de 0,41% em junho. O índice acumula 3,51% em 2026 e 4,52% nos últimos 12 meses. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, houve deflação de 0,12%, com recuo principalmente nos preços dos alimentos.
Entre os produtos que ficaram mais baratos na Grande BH estão o tomate, com queda de 20,79%, a batata-inglesa, de 20,03%, a banana-prata, de 11,68%, e o café moído, de 4,66%. Em 12 meses, a inflação acumulada na região ficou em 3,60%, abaixo da média nacional.
O Copom se reúne nos dias 4 e 5 de agosto. O Relatório Focus mais recente mostra que a mediana das projeções do mercado para a Selic em agosto é de 14% ao ano, o que representa a expectativa de um novo corte de 0,25 ponto percentual. A mesma taxa é projetada para o encerramento de 2026, indicando que o mercado prevê redução em agosto e estabilidade nas reuniões seguintes.
Na reunião de junho, o Banco Central reduziu a Selic de 14,50% para 14,25% ao ano. Apesar do início da flexibilização dos juros, a ata destacou que as incertezas do cenário externo permaneciam elevadas e que as próximas decisões dependeriam da evolução dos dados econômicos.
A inflação mais baixa amplia o espaço para o corte, mas o Copom costuma observar também o comportamento dos preços de serviços, as expectativas para períodos mais longos, o câmbio e os riscos fiscais. Por isso, mesmo um IPCA-15 abaixo das previsões não determina sozinho a decisão sobre os juros.
Uma redução para 14% pode favorecer a queda gradual dos juros cobrados em empréstimos e financiamentos, além de diminuir o custo de captação das empresas. O efeito para consumidores, no entanto, não costuma ser imediato, especialmente porque a Selic continuaria em nível elevado.
A decisão será anunciada na noite de quarta-feira, 5 de agosto. A ata com os detalhes da avaliação dos integrantes do Copom está prevista para a terça-feira seguinte.