Terremoto de magnitude 7,4 deixa ao menos 22 mortos e provoca desabamentos na Colômbia
Tremor atingiu cidades como Manizales, Pereira e Buenaventura, causou desabamentos e levou à suspensão de operações em seis aeroportos.
Um professor de história da Alcorn State University, no estado do Mississippi, nos Estados Unidos, afirmou ter identificado 32 de 35 alunos que recorreram à inteligência artificial para responder a uma avaliação. Jason Gibson inseriu uma instrução oculta no enunciado e percebeu que a maioria entregou os textos sem revisar o conteúdo gerado.
Professor Jason Gibson
Foto: Fotos: Reprodução / Redes Sociais
O comando foi escrito com letras brancas sobre o fundo branco da página, ficando invisível durante a leitura normal. A orientação determinava que a palavra “Madagascar” fosse incluída na resposta de maneira sem sentido. Ao copiar todo o enunciado e colá-lo em ferramentas de IA, os estudantes também enviaram a instrução escondida ao sistema.
A atividade tratava da Revolução Industrial, mas 32 respostas apresentaram referências aleatórias a Madagascar. Algumas relacionavam o país africano a objetos, movimentos e situações que não tinham qualquer ligação com o tema proposto, indicando também que os textos foram entregues sem uma conferência final.
Gibson relatou que já desconfiava do uso de IA porque os trabalhos apresentavam estilos muito semelhantes e uma forma de escrita diferente daquela demonstrada pelos alunos em sala de aula. O professor decidiu criar o teste após considerar insuficientes as ferramentas automáticas usadas para detectar textos produzidos por inteligência artificial.
Embora o caso tenha sido divulgado em algumas publicações como a reprovação de quase toda a turma, o professor informou que os 32 estudantes foram reprovados naquela parte da avaliação, e não necessariamente em toda a disciplina. Os alunos pertenciam a duas turmas de um curso de verão.
Professor de história reconhecido oficialmente pela Alcorn State University, Gibson afirmou que o objetivo da estratégia foi chamar a atenção para os prejuízos do uso indiscriminado da tecnologia no aprendizado. O episódio ganhou repercussão ao ampliar o debate sobre integridade acadêmica e sobre a necessidade de universidades adaptarem seus métodos de avaliação à expansão das ferramentas de IA.