PF aponta promoção sem experiência mínima e omissão de panes em voo da Voepass
Relatório final sobre a queda do voo 2283, em Vinhedo (SP), cita relatos de pressão para não registrar falhas técnicas; acidente matou 62 pessoas.
A abertura de capital da Shein em Hong Kong pode ampliar a pressão sobre Renner, C&A e Riachuelo no mercado brasileiro. A avaliação é que os recursos obtidos com a venda de ações poderão ser usados pela plataforma para reforçar descontos, logística e publicidade, tornando ainda mais difícil para as redes nacionais competir apenas por preço.
Estreia da empresa na Bolsa de Valores de Hong Kong dará fim à seca de ofertas públicas iniciais de ações que tomou o setor de varejo de moda global
Foto: Divulgação
A estreia na Bolsa, no entanto, ainda não foi concluída e não possui data oficial. A Shein publicou no domingo (26) uma versão preliminar do prospecto, documento que ainda pode sofrer alterações e não informa o preço das ações nem o valor definitivo da operação. Fontes ouvidas pela Reuters estimam uma avaliação entre US$ 40 bilhões e US$ 50 bilhões, com possibilidade de captação de US$ 2 bilhões a US$ 3 bilhões entre agosto e outubro.
O tamanho da operação ajuda a dimensionar o potencial competitivo da empresa. Dados apresentados pela própria Shein mostram que a plataforma encerrou 2025 com 273 milhões de clientes ativos em cerca de 160 mercados. A receita líquida atingiu US$ 41,8 bilhões e o lucro foi de US$ 2,064 bilhões no ano. No primeiro trimestre de 2026, porém, a companhia registrou prejuízo líquido de US$ 99 milhões.
No Brasil, a Shein procura reduzir a dependência das encomendas enviadas diretamente do exterior. A empresa abriu o marketplace para comerciantes brasileiros e anunciou uma estratégia de produção local, medidas que permitem ampliar a variedade de produtos e diminuir o prazo das entregas.
A disputa também foi alterada pelo fim do Imposto de Importação federal de 20% sobre remessas de até US$ 50 dentro do Programa Remessa Conforme. A cobrança foi zerada em maio de 2026 após a publicação da Medida Provisória nº 1.357 e da regulamentação do Ministério da Fazenda.
Diante desse cenário, analistas avaliam que as varejistas brasileiras precisarão acelerar o lançamento de produtos, fortalecer as próprias marcas e melhorar a integração entre lojas físicas e canais digitais. Personalização por inteligência artificial, atendimento e experiência de compra também são apontados como formas de diferenciação diante da dificuldade de acompanhar os preços praticados pela Shein.
O impacto efetivo do IPO dependerá do valor captado, do destino dado aos recursos e das regras brasileiras para compras internacionais. Como o cronograma e o preço da oferta ainda não foram confirmados oficialmente, a entrada da Shein na Bolsa permanece em fase preparatória.