OAB-DF abre apuração disciplinar sobre sócios de escritório ligado à família de Moraes
Procedimento envolve integrantes do Barci & Barci Advogados e se baseia em informações de relatório da Polícia Federal sobre o Banco Master.
Pacientes com esclerose múltipla levam, em média, três anos para receber o diagnóstico correto no Brasil e costumam passar por até quatro médicos nesse percurso.
Médico (Imagem ilustrativa)
Foto: Pexels/Pixabay
Um levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM) mostra ainda que 26,6% dos pacientes esperaram mais de cinco anos pela confirmação da doença, atraso que pode favorecer sua progressão e o desenvolvimento de incapacidades.
A pesquisa, realizada pela HSR Health em parceria com a Roche Farma, ouviu 368 pessoas em tratamento contra a esclerose múltipla.
Entre os participantes, 56,8% relataram ter recebido algum diagnóstico incorreto antes da confirmação. Para 14,1%, o intervalo entre os primeiros sintomas e a identificação da doença chegou a dez anos ou mais.
Entre os entrevistados, 36% apontaram médicos e outros profissionais de saúde como a principal barreira encontrada no caminho até o diagnóstico.
Outros 23% mencionaram dificuldades relacionadas a exames e investigações, como a ressonância magnética. Custos de acesso foram citados por 12% dos participantes.
Rodrigo Kleinpaul, neurologista e coordenador do Ambulatório de Neuroimunologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), explicou que identificar a doença rapidamente é importante para tentar evitar danos permanentes no cérebro e na medula.
Com a progressão dessas lesões, o paciente pode perder gradualmente sua reserva funcional e desenvolver incapacidade definitiva.
A esclerose múltipla é uma doença inflamatória, crônica e autoimune que afeta o sistema nervoso central.
O sistema imunológico passa a atacar a mielina, estrutura que protege as fibras nervosas, prejudicando a comunicação entre o cérebro e outras partes do corpo.
Cerca de 40 mil brasileiros convivem com a doença, que atinge principalmente mulheres jovens, entre 20 e 40 anos, segundo dados citados pela ABEM.
Embaçamento da visão, dormência, formigamento, dor e fadiga estão entre manifestações que podem ser confundidas com outros problemas de saúde.
Além disso, alguns sintomas iniciais podem melhorar espontaneamente, contribuindo para que a investigação seja adiada.
Embora ainda não exista cura, tratamentos disponíveis buscam reduzir a atividade inflamatória e os surtos, e especialistas reforçam que o diagnóstico precoce é decisivo para reduzir o risco de consequências mais graves ao sistema nervoso.