Polícia Civil de Goiás anuncia que encerrou a investigação do caso de Amanda : comprou veneno pela internet para matar ex-sogro e idosa

Advogada é indiciada por duplo homicídio após envenenar ex-sogro e idosa em Goiânia

Por Plox

29/12/2023 15h42 - Atualizado há 6 meses

A Polícia Civil de Goiás encerrou a investigação do caso de Amanda Partata, advogada suspeita de envenenar fatalmente seu ex-sogro e a mãe dele, em Goiânia. A confirmação veio nesta sexta-feira (29), após intensa apuração dos fatos. A acusada comprou o veneno pela internet, utilizando seu próprio nome e endereço, e organizou uma entrega complexa para ocultar suas ações.

 

Foto:o: Reprodução/Redes sociais

A entrega do veneno, inicialmente enviada para Itumbiara, a aproximadamente 200 km de Goiânia, foi redirecionada pela advogada, que contratou um motorista de aplicativo para transportar a caixa até ela na capital. Vídeos de segurança mostram Amanda Partata recebendo e abrindo o pacote. A nota fiscal da compra, localizada pela polícia, comprova que a substância adquirida corresponde àquela encontrada nos corpos das vítimas.

As motivações do crime apontam para uma tentativa de afetar emocionalmente o ex-namorado de Partata. Em mensagens trocadas pelo WhatsApp, ela questionou sobre o maior medo dele, concluindo ser a perda da família. Além disso, a polícia descobriu que a acusada fingia uma gravidez para manter contato com a família do ex. Dois testes de gravidez negativos, encontrados em sua residência, e a organização de um chá de revelação reforçam a teoria de uma farsa elaborada.

Na casa de Amanda Partata, localizada em um condomínio de alto padrão, os investigadores encontraram roupas e outros itens para bebê, evidenciando a profundidade do engano. A suspeita, que se manteve impassível e sem mostrar arrependimento, teve seu pedido de soltura negado pela Justiça de Goiás. "É uma pessoa perigosa", afirmou um dos investigadores durante a entrevista coletiva.

Amanda Partata enfrentará acusações de dois homicídios qualificados, por motivo torpe e envenenamento, além da tentativa de homicídio do pai do ex-sogro, que recusou o bolo envenenado por ser diabético. A expectativa é que sua prisão seja mantida, considerando a gravidade e a premeditação dos crimes.

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