STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
Os atendimentos ambulatoriais por insolação e outros efeitos do calor cresceram 27,2% no estado de São Paulo entre janeiro e outubro de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES). Foram 1.052 registros neste ano, ante 827 no ano passado. Em todo o ano de 2024, os serviços de saúde estaduais somaram 1.166 atendimentos desse tipo.
Entre janeiro e outubro deste ano, mais de mil pessoas foram atendidas na rede pública estadual por complicações ligadas às altas temperaturas. Idosos e crianças estão entre os mais vulneráveis.
Foto: Reprodução / Agência Brasil.
As internações por complicações relacionadas ao calor também foram registradas, mas em número menor: houve 2 casos em 2025, frente a 6 em 2024. A SES alerta que o cenário é potencializado pela sequência de ondas de calor que atinge o estado.
Com a persistência das altas temperaturas, a SES destaca que alguns grupos precisam de cuidado redobrado. Pessoas com mais de 60 anos, crianças menores de 4 anos e pessoas com deficiências intelectuais apresentam maior risco de desidratação e hipertermia, condições que podem se agravar rapidamente.
Nesses casos, especialistas reforçam a importância da vigilância constante, especialmente em dias muito quentes, quando a exposição ao sol e a dificuldade de hidratação adequada podem levar a quadros graves.
Para reduzir os riscos à saúde, profissionais de saúde orientam manter uma hidratação rigorosa, com ingestão diária de 1,5 a 2 litros de água, e evitar a exposição direta ao sol entre 10h e 16h, faixa de maior intensidade dos raios solares.
O uso de roupas leves, bonés, protetor solar e a permanência em locais ventilados ou climatizados são medidas que ajudam a prevenir problemas como insolação, desmaios e mal-estar intenso relacionados ao calor.
A SES recomenda buscar ajuda médica imediatamente em dias de muito calor diante de sinais como sonolência excessiva, letargia, fraqueza intensa, dor de cabeça que não melhora com analgésicos, tontura, náuseas, vômitos e convulsões. Esses sintomas podem indicar agravamento do quadro e risco à saúde.
No caso de crianças pequenas, a orientação é observar com atenção mudanças físicas, especialmente a “moleira” (fontanela). A depressão dessa região pode ser um indicativo de desidratação grave e exige avaliação urgente em um serviço de saúde.
As ondas de calor também impactam diretamente o sistema cardiovascular. Segundo o cardiologista Jairo Pinheiro, do Hcor, nessas condições o organismo exige maior esforço do coração para manter a temperatura corporal estável, sobretudo entre 10h e 16h.
Quando estamos expostos ao calor, é o sistema cardiovascular que ajuda a regular a temperatura do corpo. Por isso, uma das medidas mais importantes são as atitudes preventivas.Jairo Pinheiro
O médico recomenda evitar caminhadas e outras atividades físicas ao ar livre nesse intervalo de maior intensidade do sol, já que o esforço adicional imposto ao coração pode aumentar o risco de eventos cardiovasculares, principalmente em pessoas com doenças pré-existentes.
Para quem não consegue evitar a exposição ao sol e ao calor, a orientação é manter sempre uma garrafa de água à mão e fazer pausas frequentes em locais sombreados. A alimentação também deve ser adaptada, priorizando frutas ricas em água, como abacaxi, melancia e laranja, que ajudam na hidratação e na adaptação do corpo às altas temperaturas.
Roupas leves, de cores claras e tecidos que facilitem a transpiração completam o conjunto de medidas preventivas, fundamentais para reduzir os efeitos das ondas de calor sobre o organismo.