Atração por criminosos: uma análise científica do fenômeno da hibristofilia

Especialistas discutem os fatores psicológicos e sociais que explicam o interesse em figuras criminosas

Por Plox

30/01/2024 09h24 - Atualizado há 2 meses

A hibristofilia, ou atração por criminosos, é um fenômeno multifacetado que vem despertando o interesse da comunidade científica. Este assunto, abordado por diferentes áreas como psicologia, sociologia e direito criminal, ganha destaque na cultura popular, refletido em filmes, séries e livros. A complexidade deste fenômeno reside na variedade de fatores que podem influenciar essa atração, desde a exposição midiática até características pessoais como assertividade e ousadia, consideradas atraentes.

Caso do "Maníaco do Parque" e a Reação Pública O caso de Francisco de Assis Pereira, conhecido como "Maníaco do Parque", é um exemplo emblemático. Condenado por crimes sexuais e assassinatos, ele recebeu mais de mil cartas de admiradoras, evidenciando a hibristofilia. O interesse por sua história levou à produção de documentários e filmes, como "O Maníaco do Parque: A História Não Contada".

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Análise do Psiquiatra Bruno Brandão O psiquiatra Bruno Brandão destaca que a atração por criminosos envolve elementos como a busca por poder, dominação e a transgressão social. Ele explica que a associação com criminosos pode gerar sensações de proteção ou fascínio por aqueles que desafiam normas sociais. Além disso, Brandão menciona a curiosidade em entender mentes criminosas e a busca por emoções intensas como medo e surpresa.

Influência da Mídia e Cultura Popular Brandão também discute o papel da mídia e da cultura popular na formação dessa atração, salientando a responsabilidade da indústria de entretenimento na representação desses crimes. Ele alerta para o risco de normalização ou glamourização da violência, que pode levar a uma inversão dos valores morais.

Equilibrando Entretenimento e Responsabilidade Social O fenômeno da hibristofilia aponta para a necessidade de um equilíbrio entre entretenimento e responsabilidade social. Brandão sugere que, embora a representação de crimes na mídia possa estimular a atração por criminosos em alguns, para outros, pode ser uma forma de compreender melhor a mente humana.

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