Escassez de repelentes em Minas Gerais diante do aumento de casos de Dengue

Vendas de repelentes disparam em farmácias mineiras, e variedade do produto diminui nas prateleiras

Por Plox

30/01/2024 13h45 - Atualizado há 6 meses

A explosão de casos de dengue em Minas Gerais provocou um aumento significativo na demanda por repelentes, impactando diretamente o estoque das farmácias. Com a venda do produto em alta, consumidores enfrentam uma redução na variedade disponível. O estado de emergência decretado em função do surto da doença intensificou a busca por medidas de prevenção, levando a um esgotamento mais rápido dos estoques.

Foto: Reprodução/EPTV

Liberaldino Alfenas, vice-presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais (Sincofarma MG) e proprietário de farmácias em Belo Horizonte e Sabará, descreve a situação: “Ele está em falta no distribuidor, faz uns 20 dias que estou tentando comprar. Estamos com poucas marcas e menos volume que o habitual. Os mais baratos acabam primeiro”.

A rede de farmácias Araujo reporta um aumento de 50% a 60% na demanda por repelentes em comparação ao mesmo período de 2023, antevendo um recorde de vendas. A empresa observa dificuldades no abastecimento por parte das indústrias, mas mantém uma boa disponibilidade devido a um amplo mix de marcas.

A Droga Raia, outra grande rede de farmácias, registra um aumento constante nas vendas de repelentes desde novembro, com altas de 53% em dezembro e 64% em janeiro, em comparação ao mês anterior. Paralelamente, nota-se um crescimento na procura pela vacina contra a dengue no setor privado.

Em Itabira, cidade com um dos maiores números de casos de dengue no estado, as farmácias relatam dificuldades em repor os estoques, apesar de ainda haver produtos disponíveis. Um funcionário local relata: “A procura está grande, e está cada vez mais difícil encontrar repelente nas distribuidoras, o preço está subindo. Está difícil encontrar principalmente o repelente de Icaridina”.

Os repelentes mais procurados contêm DEET, Icaridina ou Picaridina e EBAAP ou IR3535, com a Icaridina sendo particularmente demandada por sua maior duração e menor necessidade de reaplicação. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) adverte que soluções caseiras não são recomendadas, enquanto os repelentes de tomada testados mostraram eficácia contra cepas de mosquitos de laboratório.

O cenário atual em Minas Gerais reflete a importância de medidas preventivas eficazes contra a dengue, com a população recorrendo a repelentes como uma das principais formas de proteção. 

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