Ciclone extratropical deve provocar temporais e granizo em nove estados do Centro-Sul
Formação prevista a partir desta sexta-feira (30), segundo a MetSul, pode levar a acumulados de 100 mm a 200 mm e chegar a 300 mm em pontos isolados, elevando risco de alagamentos e deslizamentos
30/01/2026 às 08:54por Redação Plox
30/01/2026 às 08:54
— por Redação Plox
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A formação de um ciclone extratropical deve provocar chuva forte, temporais e queda de granizo em ao menos nove estados a partir desta sexta-feira (30). A instabilidade atinge Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, de acordo com o Instituto MetSul.
Ciclone deixa vários estados do Brasil, como São Paulo, em alerta
Foto: Agliberto Lima/ via Fotos Públicas
Nesta sexta-feira, uma área de baixa pressão vai migrar do Paraguai para o Sudeste do Brasil. No fim de semana, este centro de baixa pressão vai estar sobre o Atlântico e se aprofundará em mar aberto, distante do continente, com trajetória para o Sul.
MetSul
Fenômeno não deve ser intenso, mas amplia risco de temporais
Segundo o instituto, não se trata de um ciclone intenso. O sistema deve canalizar umidade para o Centro-Sul do Brasil e reforçar a instabilidade tropical, com chuva localmente forte e temporais isolados nos estados sob influência do fenômeno.
Na sequência deste ciclone, entre os dias 2 e 3 de fevereiro, uma segunda área de baixa pressão deve se deslocar do Paraguai em direção ao Paraná e a São Paulo. De acordo com o MetSul, os modelos meteorológicos analisados até o momento não indicam que essa nova baixa pressão vá se transformar em ciclone.
Estados mais afetados e volumes previstos de chuva
O MetSul aponta que os estados com maior risco de impactos são Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, na faixa central do país.
Nessas áreas, a combinação das duas baixas pressões pode fazer com que muitas cidades acumulem, no período, entre 100 mm e 200 mm de chuva. Em alguns pontos, os volumes podem chegar a 200 mm ou até 300 mm.
Diante desse cenário, o instituto alerta para a possibilidade de alagamentos, enxurradas e inundações repentinas causadas por grande volume de chuva em curto intervalo de tempo. Em regiões de relevo acidentado, a chuva forte pode provocar desmoronamento de rochas, queda de barreiras e deslizamentos em encostas.
Entenda o que é um ciclone extratropical
O ciclone extratropical é um sistema de baixa pressão atmosférica típico de latitudes médias, distante da faixa equatorial. Ele é comum em regiões como Europa, América do Norte e Ásia, mas também pode se formar sobre o Brasil.
Esse tipo de sistema costuma ser acompanhado por ventos fortes e chuva intensa e, em algumas áreas do mundo, pode estar associado até à ocorrência de neve.
Os ciclones extratropicais se formam, em geral, a partir do contraste de temperatura entre o ar quente proveniente de regiões próximas ao Equador e o ar frio das latitudes médias. O encontro dessas massas de ar gera uma zona de conflito que favorece o desenvolvimento do fenômeno.
Eles diferem dos ciclones tropicais — conhecidos como furacões, tufões ou simplesmente ciclones, dependendo da região —, que se formam próximos ao Equador e são marcados por ventos de velocidades extremamente elevadas.
Já os ciclones extratropicais tendem a ser menos intensos, mas ainda assim podem provocar danos significativos em áreas habitadas, especialmente quando associados a grandes volumes de chuva e ventos fortes.