Menina autista de 4 anos desaparece após sair sozinha da casa da avó em Jeceaba
Alice Morais sumiu na comunidade rural de Bituri; buscas mobilizam moradores e forças de segurança com cães, drones e equipes em mata próxima
30/01/2026 às 19:21por Redação Plox
30/01/2026 às 19:21
— por Redação Plox
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O desaparecimento de uma menina autista de 4 anos mobiliza, desde a tarde de quinta-feira (29/1), o Corpo de Bombeiros e moradores de Jeceaba, na região Central de Minas Gerais. A pequena Alice Morais, que é não verbal e tem diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), saiu sozinha da casa da avó, na comunidade de Bituri, na zona rural do município. Militares vasculham uma área de mata no entorno, enquanto a mãe da criança teme que a filha possa ter sido raptada por alguém que passava pela estrada.
A pequena Alice está desaparecida na zona rural de Jeceaba
Foto: BOMBEIROS/DIVULGAÇÃO e REPRODUÇÃO / REDES SOCIAIS
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a corporação foi acionada ainda na quinta-feira para iniciar as buscas por Alice. A avó relatou que percebeu o sumiço por volta das 14h30. Cerca de meia hora depois, quase 100 moradores da região já se mobilizavam em uma varredura pelo entorno do imóvel da família, na tentativa de localizar a menina.
Buscas pela pequena Alice mobiliza mais de cem pessoas
Foto: Bombeiros/ Arquivo pessoal
Mobilização da comunidade e desespero da família
Sem sucesso nas primeiras horas de procura, a população decidiu acionar a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil do município. Nesta sexta-feira (30), a mãe de Alice, a secretária Karine Maciel Moraes, de 24 anos, contou que, durante as férias escolares, os filhos ficam parte da semana na casa da avó, em Bituri, a cerca de 15 km de Jeceaba.
Ela relatou que, no dia do desaparecimento, as crianças haviam chegado, almoçado e permanecido na sala com a avó, a tia e o avô. Em um momento de distração da família, enquanto resolviam uma transferência via Pix por telefone, Alice teria saído sozinha da residência. A mãe descreve um intervalo de apenas um minuto de descuido entre a distração e o sumiço da filha.
Desde então, moradores percorrem a região em motos de trilha, cavalos e com apoio de drones. A mãe acredita na possibilidade de que alguém tenha levado a menina pela estrada, ressaltando que a filha gosta de passear de carro e poderia ter confiado em um desconhecido. Ela também relata que o irmão de 3 anos está muito agitado e procura constantemente por Alice, já que os dois são muito próximos.
Alice estava na casa da avó quando sumiu
Foto: Arquivo pessoal
Buscas em mata fechada, com cães e drones
Segundo o Corpo de Bombeiros, as buscas prosseguiram durante a noite e contaram com o emprego de um cão farejador de odor específico, que indicou uma área de mata que se estende até uma estrada próxima. A partir daí, a zona de busca foi demarcada e as ações passaram a ser coordenadas em equipes mistas, formadas por bombeiros militares e voluntários.
A corporação informou que os órgãos de segurança pública atuam de forma integrada. Drones equipados com câmeras térmicas realizaram sobrevoos sucessivos, cobrindo as áreas de interesse com varreduras redundantes, mas, até o momento, sem resultados concretos sobre o paradeiro da criança.
Nesta sexta-feira, os militares ampliaram o perímetro de atuação, novamente com apoio de cães farejadores. O local envolve uma diversidade de ambientes, o que exige um planejamento que contemple todos os raios possíveis a partir do ponto de desaparecimento. A topografia é variada, com encostas íngremes e escorregadias, campos de pastagem e trechos de mata fechada, o que dificulta inclusive a leitura térmica das câmeras dos drones.
Chuva e terreno difícil desafiam equipes
As condições climáticas também prejudicam o trabalho de busca. Chove na região, o que torna o terreno mais instável e aumenta o desafio das equipes em campo. Ao todo, 28 bombeiros e cinco cães farejadores estão empenhados nas operações nesta sexta-feira, em um esforço contínuo para localizar Alice.