Com 47 passagens por roubos a residências, homem é preso e comparado a ‘Pedro Dom’ pela polícia

Luan Moore Aguiar Martins de Mello foi localizado em Manguinhos e é apontado como principal responsável por uma série de crimes em bairros como Jardim Botânico, Gávea e São Conrado

30/01/2026 às 12:54 por Redação Plox

A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (29), um homem apontado como o principal responsável por uma série de furtos a residências de alto padrão na Zona Sul do Rio. Luan Moore Aguiar Martins de Mello foi localizado na comunidade de Manguinhos, na Zona Norte, durante uma operação policial.


Luan Moore Aguiar Martins

Luan Moore Aguiar Martins

Foto: Divulgação

Contra ele havia um mandado de prisão por furto no interior de residência e receptação.

Conhecido pela polícia como “Pedro Dom da atualidade”, Luan acumula 47 anotações criminais. Antes de completar a maioridade, foi apreendido dez vezes, todas pelo mesmo crime: furto no interior de residência. Já adulto, voltou a ser investigado por delitos semelhantes, mantendo o mesmo modo de agir.

Investigação mira série de furtos em bairros de luxo

As investigações tiveram início em setembro de 2025, após uma sequência de furtos registrada em imóveis de alto padrão nos bairros do Jardim Botânico, Gávea e São Conrado.

Segundo a polícia, o suspeito agia principalmente durante a noite e escolhia casas próximas a áreas de mata, por onde conseguia acessar os imóveis com mais facilidade e menor risco de ser visto.

Ainda de acordo com os investigadores, Luan selecionava residências que, em sua avaliação, tinham grande potencial de abrigar objetos de alto valor. Dentro das casas, ele percorria todos os cômodos em busca de joias, relógios, bolsas de luxo e outros artigos valiosos.

Receptação e venda de ouro abaixo do valor de mercado

De acordo com a 15ª DP (Gávea), após os furtos os objetos eram revendidos a receptadores, principalmente peças de ouro e relógios de marcas renomadas.

A polícia aponta que os itens eram negociados por valores muito abaixo do preço de mercado — cerca de R$ 450 por grama de ouro —, sem considerar as marcas ou assinaturas das joias, que poderiam elevar o valor real em até dez vezes.


Objetos roubados pelo criminoso eram revendidos

Objetos roubados pelo criminoso eram revendidos

Foto: Reprodução

Uso das redes sociais para ostentação e negociação

As investigações também indicam que o suspeito utilizava as redes sociais para divulgar os itens furtados. Para a polícia, as publicações tinham o objetivo de desafiar as forças de segurança e, ao mesmo tempo, atrair interessados na compra dos objetos.

Ainda segundo a Polícia Civil, o dinheiro obtido com os crimes era gasto em restaurantes e hotéis de luxo, geralmente com pagamentos feitos em dinheiro vivo. Essa rotina de gastos e ostentação também era exibida com frequência nos perfis do investigado nas redes sociais.


Luan Moore ostentava nas redes sociais

Luan Moore ostentava nas redes sociais

Foto: Divulgação

Prejuízo milionário por residência

O prejuízo estimado, de acordo com os investigadores, pode chegar a R$ 1 milhão por residência, especialmente nos imóveis de mais alto padrão.

Segundo a polícia, a reincidência levou o suspeito a se autointitular “Pedro Dom da atualidade”. O criminoso que inspirou a comparação, da classe média carioca, chefiou uma quadrilha especializada em assaltar prédios de luxo e foi morto pela polícia em 2005.

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