STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
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A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (29), um homem apontado como o principal responsável por uma série de furtos a residências de alto padrão na Zona Sul do Rio. Luan Moore Aguiar Martins de Mello foi localizado na comunidade de Manguinhos, na Zona Norte, durante uma operação policial.
Luan Moore Aguiar Martins
Foto: Divulgação
Contra ele havia um mandado de prisão por furto no interior de residência e receptação.
Conhecido pela polícia como “Pedro Dom da atualidade”, Luan acumula 47 anotações criminais. Antes de completar a maioridade, foi apreendido dez vezes, todas pelo mesmo crime: furto no interior de residência. Já adulto, voltou a ser investigado por delitos semelhantes, mantendo o mesmo modo de agir.
As investigações tiveram início em setembro de 2025, após uma sequência de furtos registrada em imóveis de alto padrão nos bairros do Jardim Botânico, Gávea e São Conrado.
Segundo a polícia, o suspeito agia principalmente durante a noite e escolhia casas próximas a áreas de mata, por onde conseguia acessar os imóveis com mais facilidade e menor risco de ser visto.
Ainda de acordo com os investigadores, Luan selecionava residências que, em sua avaliação, tinham grande potencial de abrigar objetos de alto valor. Dentro das casas, ele percorria todos os cômodos em busca de joias, relógios, bolsas de luxo e outros artigos valiosos.
De acordo com a 15ª DP (Gávea), após os furtos os objetos eram revendidos a receptadores, principalmente peças de ouro e relógios de marcas renomadas.
A polícia aponta que os itens eram negociados por valores muito abaixo do preço de mercado — cerca de R$ 450 por grama de ouro —, sem considerar as marcas ou assinaturas das joias, que poderiam elevar o valor real em até dez vezes.
Objetos roubados pelo criminoso eram revendidos
Foto: Reprodução
As investigações também indicam que o suspeito utilizava as redes sociais para divulgar os itens furtados. Para a polícia, as publicações tinham o objetivo de desafiar as forças de segurança e, ao mesmo tempo, atrair interessados na compra dos objetos.
Ainda segundo a Polícia Civil, o dinheiro obtido com os crimes era gasto em restaurantes e hotéis de luxo, geralmente com pagamentos feitos em dinheiro vivo. Essa rotina de gastos e ostentação também era exibida com frequência nos perfis do investigado nas redes sociais.
Luan Moore ostentava nas redes sociais
Foto: Divulgação
O prejuízo estimado, de acordo com os investigadores, pode chegar a R$ 1 milhão por residência, especialmente nos imóveis de mais alto padrão.
Segundo a polícia, a reincidência levou o suspeito a se autointitular “Pedro Dom da atualidade”. O criminoso que inspirou a comparação, da classe média carioca, chefiou uma quadrilha especializada em assaltar prédios de luxo e foi morto pela polícia em 2005.