Permanência de Alexandre Silveira no MME reforça plano para Pacheco disputar governo de MG em 2026

Aliados veem decisão como sinal de apoio de Lula a Rodrigo Pacheco, enquanto nos bastidores cresce desenho de chapa com Marília Campos ao Senado e possível composição com Kalil

30/03/2026 às 14:28 por Redação Plox

A permanência do ministro Alexandre Silveira (PSD) no comando do Ministério de Minas e Energia começa a produzir efeitos que extrapolam a Esplanada e chegam ao xadrez eleitoral de Minas Gerais em 2026. Nos bastidores, aliados interpretam o gesto como um indicativo de que o senador Rodrigo Pacheco (PSD) caminha para aceitar uma candidatura ao governo do estado com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Otacilio Costa, presidente do psb de minas, Rodrigo Pacheco, Geraldo Alckmin e João Campos

Otacilio Costa, presidente do psb de minas, Rodrigo Pacheco, Geraldo Alckmin e João Campos

Foto: Reprodução


Silveira fora do Senado e espaço aberto na chapa

A leitura, embora não declarada publicamente, é direta: ao retirar seu nome da disputa ao Senado, Silveira desocupa um espaço estratégico na chapa governista e reduz pontos potenciais de atrito interno. O movimento também reforça a percepção de que, ainda que mantenham convivência institucional, Silveira e Pacheco atuam em campos distintos dentro do mesmo projeto político. Interlocutores descrevem a relação como protocolar, sem alinhamento efetivo.

Pacheco perto do PSB e cautela sobre candidatura

O reposicionamento ocorre em paralelo à iminente filiação de Pacheco ao PSB, legenda do vice-presidente Geraldo Alckmin, dentro da janela partidária que se encerra nesta semana. Apesar da mudança de partido, o senador segue evitando oficializar uma candidatura e continua medindo a viabilidade eleitoral antes de qualquer anúncio.

Plano do Planalto e a busca por acomodação de forças

No entorno do Palácio do Planalto, Pacheco é tratado como a principal aposta de Lula para Minas Gerais. A equação, no entanto, exige acomodação política. Com o MDB já comprometido com a pré-candidatura de Gabriel Azevedo e o União Brasil atravessando divisões internas, a construção de uma frente ampla dependeria mais de articulações nacionais do que locais.

Cenário reorganizado e funções para Silveira

Com Silveira fora do radar eleitoral, o cenário se reorganiza. Considerado um nome competitivo para o Senado, o ministro tende a cumprir dois papéis: permanecer como operador político do governo federal em Minas e, eventualmente, assumir a coordenação da campanha presidencial no estado.

A decisão foi confirmada publicamente pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, ao afirmar que o ministro optou por permanecer no governo para ajudar na reta final do mandato. O próprio Silveira reforçou a sinalização ao dizer que não pretende deixar o PSD nem disputar cargo em 2026, indicando que uma eventual mudança partidária só ocorreria em cenário de candidatura — hipótese que, segundo ele, está descartada.

Possível desenho de chapa em Minas

Com isso, ganha força a montagem de uma chapa que teria Pacheco ao governo e a prefeita de Contagem, Marília Campos, como principal nome ao Senado. Nos bastidores, também circula a possibilidade de composição com o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT).

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